Obsolescência Programada: Origens do termo

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Origem da Obsolescência Programada
Origem da Obsolescência Programada

As origens da obsolescência programada, remontam pelo menos a 1932, com o panfleto de Bernard London “Acabar com a depressão através da obsolescência programada”. No entanto, a frase foi inicialmente popularizada em 1954 por Brooks Stevens, um designer industrial norte-americano. Stevens tinha planeado dar uma palestra numa conferência de publicidade em Minneapolis em 1954. Sem pensar muito, ele usou o termo como título da sua palestra.

Dali em diante, “obsolescência programada” tornou-se no cliché de Stevens. Pela sua definição, obsolescência programada era “Incutir no comprador o desejo de possuir alguma coisa numa versão um pouco mais recente, um pouco melhor e um pouco mais cedo do que o necessário”.

O termo foi rapidamente adoptado por outros, e a definição de Stevens foi desafiada. No final dos anos 1950, obsolescência programada havia-se tornado num termo comum usado para produtos projectados para quebrar facilmente ou sair de moda rapidamente. Na verdade, o conceito tornou-se tão amplamente conhecido que, em 1959, a Volkswagen o ridicularizou numa campanha publicitária agora lendária. Apesar de reconhecer o uso difundido da obsolescência programada entre os fabricantes de automóveis, a Volkswagen lançou-se como uma alternativa. “Nós não acreditamos na obsolescência programada”. Os anúncios sugeriam: “Nós não mudamos de carro só por mudar”.

Em 1960, o crítico cultural Vance Packard publicou “O produtor de Resíduos” (The Waste Makers), promovido como uma exposição de “a tentativa sistemática do negócio para criarmos resíduos, dívidas e indivíduos permanentemente descontentes”.

Packard dividiu a obsolescência programada em duas subcategorias: a obsolescência perceptiva e obsolescência funcional. A obsolescência perceptiva, também chamada de “obsolescência psicológica”, refere-se às tentativas de desgaste dos comerciantes para incutir um produto na mente do proprietário. Packard citou o designer industrial George Nelson, que escreveu: “Design (…) é uma tentativa de fazer uma contribuição através da mudança. Quando nenhuma contribuição for feita ou poder ser feita, o único processo para dar a ilusão de necessidade de mudança é fazendo parecer que esta está na moda, ou dá ‘estilo!’

O documentário The Light Bulb Conspiracy (Comprar,llençar,comprar – A Conspiração da Lâmpada eléctrica – 2010) afirmou que o cartel Phoebus limitou deliberadamente a expectativa de vida de uma lâmpada incandescente para 1000 horas.

Índice da Obsolescência Programada: https://paradigmatrix.com/?p=458

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