Nostradamus, segundo Charles Berlitz

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Nostradamus
Nostradamus

Dos profetas antigos e actuais, poucos conquistaram a imaginação do público como Michel de Nostre-Dame, ou Nostradamus, médico e astrólogo judeu nascido em Saint-Remy, França, em 1503.

Em 1555, publicou «Centúrias Astrológicas», várias Profecias escritas em três agrupamentos de uma centena de estrofes cada um e, quase que imediatamente, transformou-se no que, hoje em dia, chamaríamos de best-seller.

A profecia responsável pela sua reputação era colocada nos seguintes termos: “O jovem leão dominará o velho, no campo de batalha, num combate único, numa jaula de ouro ele perfurará os seus olhos, dois ferimentos em um, então terá uma morte lenta e cruel”.

Pouco depois da publicação das «Centúrias Astrológicas», Henrique II, da Inglaterra, durante festividades de casamento, bateu-se em  combate com o jovem Montgomery, cuja lança partiu e perfurou o elmo de ouro de Henrique, atingindo-o no olho. Dez dias depois, o rei, que usava um leão como emblema, teve morte dolorosa.

A reputação de Nostradamus estava assegurada. Alguém poderá argumentar que a interpretação foi feita para se adaptar à previsão, especialmente porque se referia a eventos acontecidos na sua própria época. No entanto, as previsões de Nostradamus anteciparam pessoas, lugares e factos que somente ocorreriam alguns séculos mais tarde, inclusive a Revolução Francesa, a trajectória infeliz de Luís XVI e de Maria Antonieta, que terminaram na guilhotina, a ascensão de Napoleão, a Segunda Guerra Mundial (ele chegou mesmo a fazer trocadilhos com os nomes de Hitler e Roosevelt), ataques aéreos sobre a Inglaterra e até o uso de armas atómicas. Que mistério existe hoje em dia nestes dois versos, por exemplo?

“Um príncipe líbio ficará poderoso no Ocidente. A França ficará preocupada com os Árabes“.

Nostradamus
Nostradamus

Não é preciso muita imaginação para descobrir o nome do príncipe líbio. Basta ler um exemplar de qualquer jornal recente. A subida ao poder do aiatolá Khomeini e a queda do xá do Irão são misteriosamente previstas nesta estrofe.

 “Chuva, fome e guerra incessante na Pérsia. A fé excessiva trairá o rei. Terminará ali começará na França“.

Ainda nos lembramos que foi durante o exílio na França que o aiatolá estabeleceu as bases para a revolução contra o xá Reza Pahlevi e para o próprio retorno ao Irão.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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