O Regimento que desapareceu

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Regimento First Fourth Norfolk
Regimento First Fourth Norfolk

A Guerra perturba não apenas a alma, mas também os sentidos. Quem sabe o que pode acontecer no auge de um conflito? Talvez um mundo que poderá abrir-se e engolir um outro, como parece ter acontecido com um regimento britânico inteiro, durante a campanha da Turquia, na Primeira Guerra Mundial.

Em 28 de Agosto de 1915, os turcos ocupavam uma área elevada nas proximidades da baía de Sulva, a luta entre eles e as tropas da Inglaterra, da Nova Zelândia e da Austrália era violenta, com muitas baixas em ambos os lados.

As condições climatéricas naquela manhã eram óptimas. O dia, estava claro e ensolarado, apresentava-se ameaçado apenas por seis ou oito nuvens compactas, que envolviam uma área disputada numa colina conhecida como Hill 60, de onde as forças turcas impediam o avanço dos ingleses com fogo cerrado. Curiosamente, a despeito do vento de 8 quilómetros horários que soprava do sul, as compactas nuvens mantinham-se no mesmo lugar.

Com a incumbência de atacar a posição turca, o regimento First Fourth Norfolk marchou, na direcção de uma das nuvens que pairava sobre um local seco, Kaiajak Dere. Demorou quase uma hora para que aqueles 4 mil homens, a avançar em fila indiana, desaparecessem na nuvem, segundo os soldados de engenharia neozelandeses escondidos em trincheiras a 2.500 metros de distância.

Foi então que o mais incrível aconteceu. Aquela nuvem que pairava a baixa velocidade, descrita como tendo uns 240 metros de comprimento e 70 metros de largura, elevou-se ligeiramente no céu e desapareceu em direção à Bulgária.

Com a nuvem, desapareceram os homens do regimento inglês First Fourth. Hoje, não existem cruzes a marcar as suas sepulturas. Se foram aniquilados durante a batalha, então a sua supressão total foi mais abrupta e completa do que qualquer outra em toda a história militar. Contudo, se aqueles homens foram levantados pelas nuvens e transportados para algum lugar distante, como afirmam os soldados de engenharia neozelandeses, eles agora poderão estar em algum lugar, talvez até num mundo sem guerras.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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