Fugiram de Portugal por causa da Maçonaria e de José Sócrates

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    Maçonaria em Portugal

    São conhecidos na Internet como “O Bar do Alcides“. Na pele, levaram para o estrangeiro alegadas ameaças da Maçonaria e de José Sócrates.

    Cerca de 30 pessoas estão refugiadas em vários países como o Brasil. Mantêm um site na Internet e foram responsáveis, em 2011, pela divulgação de um documento alegadamente pertencente à família de José Sócrates de uma conta offshore. Têm também divulgado listas e nomes da Maçonaria. Há quem diga que eles são exagerados e que dizem muita coisa sem provas. Talvez. Mas, houve alguma vez alguma prova contra a Maçonaria?

    Quem são os líderes, quem realmente manda, o que é que realmente a Maçonaria faz? São questões que ficam sem resposta.

    O Tugaleaks tentou contactar todas as entidades visadas nesta entrevista como o Serviço de Informações de Segurança (SIS), o ministério referenciado, o PS e a procuradoria-geral da República. Estes últimos foram os únicos que responderam às nossas questões, nomeadamente à questão de quantos processos envolvendo ameaças ou outros danos provocados pela Maçonaria existiam nos últimos 10 anos, indicando que “no ministério público, só no ano de 2011 foram registados a nível nacional 551.009 inquéritos-crime tornando assim impossível a recolha de informação em cada um dos processos dos últimos 10 anos. O nosso sistema de recolha de dados estatísticos não nos permite obter tal resposta”.

    O Tugaleaks contactou também a Direcção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais (DGRSP), solicitando entrevista sobre este tema com Isaltino Morais, cuja resposta chegou a 9 de Outubro de 2013:

    Isaltino Morais
    Isaltino Morais

    “Na sequência deste seu pedido de entrevista ao recluso Isaltino Morais, informamos que o mesmo manifestou, por escrito, a sua indisponibilidade para conceder a entrevista”.

    Estes contactos foram feitos na última semana de Agosto de 2013, dando tempo a todos os intervenientes de refutarem as acusações aqui feitas. De acordo com a lei de Imprensa, o SIS e o DGRSP são obrigados a responder por serem organismos públicos, mesmo que a resposta seja “não comentamos”. Somente o DGRSP respondeu.

    Em seguida apresentamos uma entrevista a membros do “Bar do Alcides“:

    Questão: Quem é o “Bar do Alcides“?

    Resposta: O Bar do Alcides é constituído por um grupo de portugueses, “refugiados” no Brasil, Argentina, Chile e Peru, que foram obrigados a deixar a sua terra natal, em virtude de terem sido despedidos dos seus empregos em Portugal, pelo simples facto de não terem cedido às exigências de maçónicos para lhes darem cobertura nos seus actos.

    O bar existe fisicamente em São Paulo, Brasil e foi desde o início o ponto de encontro dos que residiam na grande Sampa. Era e é lá que depois de um final de dia, os membros se encontram para beber uma fresquinha e comer um lanchinho ou um salgadinho. A conversa é sempre a mesma…Portugal e a Maçonaria!

    Questão: Quando é que saíram de Portugal?

    Resposta: Começámos a sair em 2008. Primeiro vieram os homens, depois as mulheres e filhos. É importante referir que os problemas com a Maçonaria começaram em 2004/2005 de um modo geral.

    Questão: Quais foram exactamente os problemas?

    Bar do Alcides
    Bar do Alcides

    Resposta: Corrupção. Ou você está dentro ou você está fora. Não há meio termo. Você não alinha uma vez, você não alinha duas vezes até que se chega a uma situação de ruptura. Aí, você é “empurrado” para sair. Pior mesmo, é que essa notícia espalha-se por tudo o que são “irmãos” e as portas fecham-se.

    Questão: Apresentaram queixa da alegada Corrupção, ou não confiam no sistema de justiça de Portugal?

    Resposta: Apresentámos queixas no ministério público e no DCIAP, foi tudo arquivado. Só na Polícia Judiciária as queixas foram levadas em consideração. Depois no ministério público com o Monteiro lá, foram arquivadas.

    Questão: E alguém da Maçonaria foi preso ou nunca deu em nada?

    Resposta: Ninguém, o primeiro foi mesmo o Isaltino já nós aqui estávamos há anos.

    Questão: O Isaltino Morais é da Maçonaria? Ou foi um que se recusou a pactuar com a Maçonaria?

    Resposta: O Isaltino é membro da Maçonaria há alguns anos e quem lhe deu sempre cobertura foi o Emanuel Martins do PS do concelho de Oeiras.

    Questão: E vocês tiveram que sair de Portugal por culpa de quem? Querem adiantar nomes?

    Resposta: Não temos qualquer problema em apontar nomes. Estamos a falar dos tempos de José Sócrates como primeiro-ministro. A Maçonaria ganhou muita força nesse tempo.

    Questão: Foi José Sócrates que vos fez sair de Portugal? Mais alguém ou apenas ele?

    Resposta: Alguns amigos estavam no ministério da justiça e com o Alberto Martins e o José Magalhães as coisas complicaram-se lá. Houve muita vigarice no ministério. O Magalhães tinha acabado de entrar para a Maçonaria e isso subiu-lhe à cabeça.

    Questão: Foram ameaçados de alguma forma em Portugal?

    Sócrates
    Sócrates

    Resposta: Fomos ameaçados de despedimento quando o Sócrates mandou manipular muita informação sobre a sua licenciatura. Alguns foram atingidos com isso. No ministério da administração interna aconteceram coisas incríveis com o Rui Pereira que era na altura um membro influente do Grande Oriente Lusitano (GOL). Um amigo nosso, informático no SIS, sofreu ameaças muito graves, foi o apogeu do Silva Carvalho. Muitos foram convidados a pedir demissão.

    Questão: E agora vivem no Brasil e noutros países. Consideram-se seguros?

    Resposta: As ligações aos membros da Loja Mozart, Silva Neto (grande amigo de Cavaco Silva), Luís Montenegro e Jorge Silva Carvalho tornaram as coisas muito complicadas e perigosas As ameaças também chegam aqui e muitas vêm através de familiares nossos que residem em Portugal. O SIS sabe os nomes de alguns de nós e anda em cima.

    Questão: Acham que com esta entrevista podem tornar-se ainda mais em “alvos”?

    Resposta: Nada disso. As coisas aceleraram um pouco com o Miguel Relvas, outro maçónico, no actual governo, mas já saiu. Os membros do SIS têm sido apertados para se manifestarem se são ou não da Maçonaria, isso é público. Coisa impensável no tempo do Sócrates com Rui Pereira à frente daquilo. Possuímos listas infindáveis dos maçons portugueses e eles sabem disso. Sabemos quem são, onde moram, o que fazem, a que loja pertencem e como se movimentam, como lavam dinheiro.

    Questão: Pensam publicar essa lista um dia?

    Resposta: Temos vindo a publicar. O bar tem estado muito desfalcado de gente para colaborar. O trabalho aqui é pesado, muitos começam às 7 horas e saem às 19 horas e depois os fins de semana é para estarem com a família. Aquela ideia de que o Brasil é samba, futebol e praia não é bem assim.

    Questão: Pensam voltar um dia a Portugal?

    Resposta: Mas com certeza. Só que gostaríamos que essa Maçonaria corrupta que esta a levar Portugal à falência fosse erradicada, julgada e presa.

    Fonte: tugaleaks.com

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