COVID-19: uma reincidência da Gripe Espanhola?

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Gripe Espanhola: A Morte
A Morte

A Gripe Espanhola foi uma pandemia do vírus Influenza incomummente mortal. De Janeiro de 1918 a Dezembro de 1920, infectou 500 milhões de pessoas, cerca de um quarto da população mundial na época. O número de mortos estimou-se entre os 50 a 100 milhões. Foi a epidemia mais mortal da História em termos absolutos.

Há vários aspectos curiosos em relação à forma como ocorreu a propagação da Gripe Espanhola: a sua primeira vaga, que começou em Janeiro, mas evidenciou-se a partir de Março, atacou sobretudo os idosos e os enfermos. As pessoas mais jovens e saudáveis recuperavam-se facilmente e muitas eram até assintomáticas. No entanto, a segunda vaga foi muito mais forte e mortal. Começou em Agosto e espalhou-se rapidamente, tendo Outubro sido o mês mais mortal de toda a pandemia.

A segunda vaga poupou os idosos e aqueles que já anteriormente se tinham imunizado com a primeira vaga, e liquidou sobretudo os jovens adultos, que não tinham sido previamente expostos ao vírus.

Identificar as semelhanças entre o que aconteceu há 100 anos com o que se passa actualmente com a COVID-19 não pode deixar de causar-nos alguma perplexidade, sobretudo se tivermos em conta que a História ama repetir-se.

A verdade é que, apesar do pânico que foi alimentado durante meses, se analisarmos os dados de forma racional, concluímos que o vírus é pouco mais do que inofensivo com populações jovens e saudáveis, tendo um potencial mortal com os mais frágeis, idosos e enfermos (o que aliás, também aconteceria com muitos outros vírus, inclusive o da Gripe), o que não deixa de ser de lamentar.

Isolar toda a população (tanto as populações em risco como as que não correm riscos de maior), evita a nossa exposição a pequenas cargas virais que nos poderiam imunizar de eventuais segundas vagas mais potentes, conforme sempre aconteceu de forma natural ao longo da nossa história.

Depois há a inevitável e incontornável questão económica. A nossa geração tem vivido de forma tão confortável que não faz a mínima ideia das consequências de um colapso económico (que esperemos que não se venha a verificar). Essas consequências seriam dezenas de vezes piores que aquilo que nos traz este Corona Virus: fome, crime, mais doença, mais mortes, extremar de medidas políticas, ditaduras, mais mortalidade infantil, conflitos bélicos, etc.

Como se costuma dizer: “Em casa onde não há pão, todos reclamam e ninguém tem razão”. A escassez promove ainda mais o medo, que traz ao de cima o pior de cada um de nós.

Toda e qualquer acção tem consequências desejáveis e indesejáveis. Toda a acção tem de ser bem pesada, reflectindo-se sobre todas as variáveis, e medindo desfechos e consequências, sendo claro, no entanto, que isso se torna impossível quando há histeria colectiva.

Não negamos que estamos diante de um problema espinhoso e podemos parecer heresia o que estamos a afirmar, perante o dogma que foi rapidamente instituído, mas levantamos a questão: haveria outra forma de reagir perante este problema?

Haveria forma de isolar as populações de risco (idosos e enfermos) permitindo que restante Sociedade continuasse a circular, quiçá munidas de uma protecção (máscara) ? Seria isso exequível ? Tratar-se-ia de Isolamento Vertical, em vez do Horizontal adoptado.

Não se evitariam certamente mortos e um número gigante de infectados, mas talvez o cenário não fosse muito diferente do que estamos a viver, e evitar-se-ia assim a paralização da Economia e imunizar-se-ia a maioria da população. Afinal, como os próprios virologistas indicam: todos iremos ser infectados. É uma questão de tempo.

Não sabemos. Mas COVIDAMOS à reflexão.

Seja como for, «Alea Jacta Est» – Os dados estão lançados. O tempo nos dirá se a reacção foi ou não adequada.

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