O vírus SARS-Cov-2 (COVID-19) nunca foi isolado

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SARS-Cov-2, o vírus da COVID-19?
SARS-Cov-2, o vírus da COVID-19?

O vírus SARS-Cov-2 nunca passou pelos postulados de Koch (1877) [1] ou sequer os de Rivers (1937) [2], que foram formulados para se poder determinar uma relação causal entre um patógeno e uma doença.

Os Postulados de Koch são quatro:

  • O microorganismo encontrado, tem de estar presente no doente mas não na pessoa saudável;
  • O microrganismo tem de ser isolado de um organismo doente e desenvolvido numa cultura pura;
  • O microorganismo tem de produzir doença no hospedeiro;
  • O microorganismo precisa ser re-isolado

Já os postulados de Rivers, que têm sido os mais utilizados nos últimos tempos, são seis:

  • Isolamento do vírus do seu hospedeiro;
  • Cultivo do vírus em células do hospedeiro;
  • Prova de filtragem;
  • O vírus precisa produzir alguma doença no hospedeiro;
  • O vírus tem de ser re-isolado;
  • É preciso ser detectada alguma resposta imunológica ao vírus.

É preciso ter em atenção que em nenhum dos postulados é referido material genético (DNA, RNA).

Como se isola um vírus?

Como se isola um vírus
Como se isola um vírus

Material é retirado do hospedeiro (no caso do SARS-Cov-2, é liquido dos pulmões). Usa-se filtros muito pequenos para separar o vírus de outras partículas e microorganismos, sobretudo bactérias, que têm maiores dimensões. Depois usa-se o que foi filtrado e centrifuga-se, conseguindo-se assim um aglomerado das partículas, porque têm todas a mesma densidade. Retira-se essas partículas e pode-se depois observá-las no microscópio, caracterizá-las quimicamente, retirar material genético, etc. São preciso estes passos para purificar completamente um vírus.

Isto é o que os cientistas que estudaram o vírus SARS-Cov-2 consideraram isolar:

Mau processo de isolamento do vírus
Mau processo de isolamento do vírus

Utilizam a mesma mostra (líquido dos pulmões), mas não fazem qualquer filtragem. O que fazem é utilizar enzimas para dissolver as membranas dos microorganismos, para assim terem acesso ao material genético, depois utilizam o teste TR-PCR para amplificar o material genético e assim podem sequenciar esse material genético e caracterizá-lo de diversas formas. Isso obviamente, não tem nada a ver com os postulados de Koch ou Rivers.

Outro caminho que podem seguir é também através da amostra, que pode ou não ser filtrada (os métodos não costumam ser descritos com detalhe) e depois misturam a amostra com células que não são do hospedeiro. Normalmente adquirem células pré-preparadas de mamíferos (a maior parte das vezes de macacos). Normalmente adicionam antibióticos. É importante referir que os antibióticos induzem a produção de exossomas, que podem ser confundidas com vírus. Depois, essa mistura pode ou não ser purificada (na maior parte das vezes não é) e é assim levada para o microscópio, onde é analisada. Não há assim forma de saber a origem do material analisado: se resulta da mistura que foi feita ou se é proveniente da amostra de líquido pulmonar. Não se consegue perceber se deriva de um suposto vírus, ou de outro material resultante.

Quatro estudos declaram ter estudado o Coronavirus associado à SARS: Poutanen et al. (2003) [3], Drosten et al. (2003) [4], Ksiazek et al. (2003) [5] e Peiris et al. (2003) [6].

Ao analisarmos todos esses estudos descobrimos que não satisfizeram nenhum dos postulados, nem de Koch nem de Rivers, não tendo assim, isolado verdadeiramente o vírus.

Em relação ao SARS-Cov-2 (vírus que foi considerado estar associado à COVID-19), foram quatro, os estudos que o fizeram: Peng Zhou et al. (2020) [7], Na Zhu et al. (2019) [8], Jeong-Min Kim et al. (2020) [9] e o estudo da McMaster University no Canadá (2020) [10].

Ao analisar estes estudos, concluímos que nenhum deles cumpriu os primeiros 5 critérios, e apenas alguns cumpriram o 6º critério de Rivers, que é o menos importante.

O estudo de Peng Zhou et al. (2020) [7], admitiu que havia uma associação, mas não conseguiram provar uma causalidade entre o suposto vírus e a doença. Além disso, concluíram que se tratava de um Coronavirus porque concluíram haver uma semelhança de 79,5% com o SARS-Cov. Tendo em conta que homens e chimpanzés partilham 96% do seu ADN, qual é a legitimidade desta conclusão?

O estudo de Na Zhu et al. (2019) [8] utilizou célula de pulmões cancerígenas, o que aumenta ainda mais a difusão do material estudado. Mais uma vez, as conclusões do estudo não referem “causalidade” do vírus na doença.

O estudo de Jeong-Min Kim et al. (2020) [9] é bem mais problemático, por causa da afirmação seguinte: “Ao seguir o rasto do surto de uma inexplicável pneumonia em Wuhan, China, no final de 2019, um novo Coronavirus foi identificado como o agente causal em Janeiro de 2020” e apresentam como fonte desta afirmação, o estudo de Paraskevis, D. et al. (2020), que na verdade nunca tentou isolar o vírus e apenas tentou fazer uma observação histórica, comparando ADN deste suposto vírus com o de outros, no passado. Como tal, não é um estudo que tenha visado provar a causalidade do SARS-CoV-2 na doença COVID-19. E assim sendo, a afirmação do estudo de Jeong-Min Kim et al. (2020) é falsa, entrando já no reino da fraude científica, violando a ética investigativa ao fazer uma afirmação tão importante que veio a alterar a forma como se olhou para esta situação.

Talvez baseando-se no trabalho de Jeong-Min Kim et al. (2020), o estudo da McMaster University foi ainda mais longe e afirmou que o novo Coronavirus colocou em marcha uma pandemia.

Como se pode verificar, trata-se de um rumor que se foi espalhando e através do qual foram feitas afirmações cada vez mais contundentes, sem que no entanto, tenha havido um acréscimo de evidências ao longo da investigação. Na verdade, os postulados tanto de Koch como de Rivers não foram satisfeitos e portanto, não se pôde determinar que o suposto vírus SARS-CoV-2 é a causa da doença COVID-19.

Fontes:

[1] Koch, R. (1876). «Untersuchungen über Bakterien: V. Die Ätiologie der Milzbrand-Krankheit, begründet auf die Entwicklungsgeschichte des Bacillus anthracis» [Investigations into bacteria: V. The etiology of anthrax, based on the ontogenesis of Bacillus anthracis]. Cohns Beitrage zur Biologie der Pflanzen, 2 (2): 277–310.

[2] Rivers, T.M. (1937). Viruses and Koch’s Postulates. Journal of Bacteriology, 33 (1), 1-12.

[3] Poutanen, S.M. et al. (2003). Identification of Severe Acute Respiratory Syndrome in Canada. N Engl J Med, 348: 1995-2005.

[4] Drosten et al. (2003). Identification of a Novel Coronavirus in Patients with Severe Acute Respiratory Syndrome, N Engl J Med, 348: 1967-1976.

[5] Ksiazek, T. et al. (2003). A Novel Coronavirus Associated with Severe Acute Respiratory Syndrome, N Engl J Med, 348: 1953-1966.

[6] Peiris, J.S. et al. (2003). Coronavirus as a possible cause of severe acute respiratory syndrome, Lancet, 361: 1319-25.

[7] Peng Zhou et al. (2020). Discovery of a novel coronavirus associated with the recent pneumonia outbreak in 2 humans and its potential bat origin. https://doi.org/10.1101/2020.01.22.914952

[8] Na Zhu et al. (2019). A Novel Coronavirus from Patients with Pneumonia in China. N Engl J Med 382, 8.

[9] Jeong-Min Kim et al. (2020). Identification of Coronavirus Isolated from a Patient in Korea with COVID-19. Osong Public Health Res Perspect, 11 (1), 3-7.

[10] McMaster University, Canada

[11] Paraskevis, D. et al. (2020). Full-genome evolutionary analisys of the novel coronavirus (2019-nCoV) rejects the hypothesis of emergence as a result of a recent recombination Event. Infection, Genetics and Evolution, 79.

[12] Trabalho de Investigação realizado pelo Dr. Andrew Kaufman.

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