Conjunto de estudos epidemiológicos relativos ao efeito da Radiação Electromagnética no Sistema Nervoso

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Conjunto de estudos epidemiológicos relativos ao efeito da Radiação Electromagnética no Sistema Nervoso
Conjunto de estudos epidemiológicos relativos ao efeito da Radiação Electromagnética no Sistema Nervoso

Chiang et al. (1989) pesquisaram 1170 pessoas que viviam e trabalhavam perto de antenas de rádio e instalações de radar na China. Os expostos a mais de 10 μW / cm2 tiveram pior pontuação num teste de memória e aumentaram o tempo de reacção visual, em comparação com o grupo de controlo dos não expostos. [1]

No início dos anos 90, o governo suíço encomendou uma pesquisa com 215 pessoas que moravam perto de um transmissor de ondas curtas (Abelin et al., 1995). Mantinham diários. Aqueles que viviam a menos de 1,5 km do transmissor tinham mais dificuldades em adormecer, dores de cabeça, cansaço, irritabilidade, dor lombar e dor nos membros do que aqueles que viviam a mais de 4 km. Menos crianças foram promovidas da escola primária à secundária. Os distúrbios do sono foram correlacionados com a distância da estação e melhoraram um dia após se ter desligado o transmissor. Os níveis médios de exposição foram tão baixos quanto 54 nW / cm2 (0,054 μW / cm2). [2]

Um estudo realizado perto de uma estação de radar em Skrunda, Letónia (Kolodynski e Kolodynska, 1996) descobriu que foram prejudicadas a função motora, tempo de reacção, memória e atenção entre crianças em idades escolares que vivem em áreas expostas, em comparação com aqueles que vivem em áreas não expostas. 966 crianças foram testadas. Os níveis de exposição geralmente são inferiores a 0,1 μW / cm2 e em nenhuma casa a densidade de potência excedeu os 10 μW / cm2. [3]

Outras revisões dos efeitos da radiação no sistema nervoso podem ser encontradas em Frey (1965, 1994), Marha (1969, 1971), Healer (1969), Dodge (1969), Bawin e Medici (1973), Gordon et al. (1973), Baranski e Czerski (1976), Solon (1979), McRee (1979, 1980), Huai (1981), Medici (1982), Glaser e Dodge (1982), Ray e Behari (1990) e Kunjilwar e Behari (1993). [4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19]

Fontes:

[1] Chiang, H., Yao, G.D., Fang, Q.S., Wang, K.Q., Lu, D.Z. and Zhou, Y.K. (1989). Health effects of environmental electromagnetic fields. Journal of Bioelectricity, 8 (1): 127-131.

[2] Abelin, T. et al. (1996). Study on Health Effects of the Shortwave Transmitter Station of Schwarzenburg, Bern, Switzerland, Study No. 55, Aug. 1995. Swiss Federal Office of Energy. Report in Microwave News, Jan./Fev. 1996, p. 12 and Set./Out., p. 15.

[3] Kolodynski, A.A., Kolodynska, V.V. (1996). Motor and psycho-logical functions of school children living in the area of the Skrunda Radio Location Station in Latvia. The Science of the Total Environment, 180: 87-93.

[4] Frey, A.H. (1965). Behavioral biophysics. Psychological Bulletin 63 (5): 322-337.

[5] Frey, A.H. (1994). An integration of the data on mechanisms with particular reference to cancer. In On the Nature of Electromagnetic Field Interactions with Biological Systems, A.H. Frey, ed., R.G. Landes Co., Austin, pp. 9-28.

[6] Marha, K. (1969). Maximum admissible values of HF and UHF electromagnetic radiation at work places in Czechoslovakia. In Symposium Proceedings. Biological Effects and Health Implications of Microwave Radiation, Richmond, Va., S. Cleary, ed., pp. 188-191.

[7] Marha, K. (1971). Microwave radiation safety standards in Eastern Europe. IEEE Transactions on Microwave Theory and Techniques, Vol. MTT-19(2):165-168.

[8] Healer, J. (1969). Review of studies of people occupationally exposed to radiofrequency radiations. In Symposium Proceedings. Biological Effects and Health Implications of Microwave Radiation. Richmond, Va., S. Cleary, ed., pp. 90-97.

[9] Dodge, C.H. (1969). Clinical and hygienic aspects of exposure to electromagnetic fields. In Symposium Proceedings. Biological Effects and Health Implications of Microwave Radiation, S. Cleary, ed., Richmond, Va., pp. 140-149.

[10] Bawin, S.M., Gavalas-Medici, R.J., Adey, W.R. (1973). Effects of modulated VHF fields on specific brain rhythms in cats. Brain Research, 58:365.

[11] Gordon, Z.V., Roscin, A.V. and Byckov, M.S. (1973). Main directions and results of research conducted in the USSR on the biologic effects of microwaves. Biologic Effects and Health Hazards of Microwave Radiation: Proceedings of an International Symposium, Warsaw, 15-18, P. Czerski et al., eds., pp. 22-35.

[12] Baranski, S., Czerski, P. (1976). Biological Effects of Microwaves. Dowden, Hutchinson & Ross, Stroudsburg.

[13] Solon, L.R. (1979). A local health agency approach to a permissible environmental level for microwave and radiofrequency radiation. Bull. N.Y. Acad. Med., 55 (11): 1251-1266.

[14] McRee, D.I. (1979). Review of Soviet/Eastern European research on health aspects of microwave radiation. Bull. N.Y. Acad. Med., 55 (11): 1133-1151.

[15] McRee, D.I. (1980). Soviet and Eastern European research on biological effects of microwave radiation. Proc.IEEE, 68 (1):84-91.

[16] Huai, C. (1981). Assessment of health hazard and standard promulgation in China. Biological Effects and Dosimetry of Non-ionizing Radiation, NATO Conference, Erice, Itália, pp. 627-644.

[17] Medici, R.G. (1982). Considerations for science: where has all the science gone? In Risk/Benefit Analysis: The Microwave Case, N.H. Steneck, ed., S.F. Press, pp. 177-196.

[18] Glaser, Z.R., Dodge, C.H. (1982). Comments on occupational safety and health practices in the USSR and some East European countries: a possible dilemma in risk assessment of RF and microwave radiation bioeffects. In Risk/Benefit Analysis: the Microwave Case, N.H. Steneck, ed., San Francisco Press, pp. 53-67.

[19] Kunjilwar, K.K., Behari, J. (1993). Effect of amplitude-modulated RF radiation on cholinergic system of developing rats. Brain Research, 601: 321-324.

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