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As consequências negativas das medidas para combater a “Pandemia” de COVID-19

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Medidas para prevenir a COVID-19
Medidas para prevenir a COVID-19

Foram inúmeras as consequências das medidas aplicadas para combater a suposta pandemia de COVID-19, nomeadamente o confinamento (lockdown), o alarmismo gerado pelos Meios de Comunicação Social, a utilização de máscaras, os tóxicos do Álcool-Gel, etc.

Álcool Gel
Álcool Gel

Neste artigo vamos apresentar algumas delas:

  • Num estudo conduzido por investigadores portugueses concluiu que entre 1 de Março e 22 de Abril morreram de 2400 a 4000 pessoas a mais (excess mortality) relativamente aos anos anteriores. Estes números não explicam pelas mortes declaradas por COVID-19 (apesar da contabilização de mortes por COVID-19 ter sido amplamente fraudulenta [2]). [1]
  • Um estudo descobriu um aumento de 7,8% da incidência de stress cardiomiopático durante a “Pandemia” de COVID-19, comparado com as incidências pré-pandémicas que variaram entre 1,5% e 1,8%. Ou seja, pessoas a morrer literalmente de medo resultante do alarmismo gerado. [2]
Autismo
Autismo
  • No Reino Unido registou-se um aumento de suicídios e tentativas de suicídio infantis, sobretudo em crianças com necessidades educativas especiais (tal como o Autismo), que se crê ser devido às alterações nas rotinas, produzidas como medidas preventivas devido à “Pandemia” da COVID-19. [3]
  • Cerca de 5 mil pessoas que sofreram ataques cardíacos, em Inglaterra, não puderam dispor de auxilio médico, que seria indispensável para que pudessem ter uma hipótese de sobreviver. E tudo devido às medidas adoptadas relativamente à “Pandemia” da COVID-19. [4]
  • Em Abril, foram registados em Inglaterra e País de Gales, 10 mil casos de demência a mais do que o habitualmente registados em igual período dos anos anteriores. Ainda há a lamentar 83% mais mortes por demência do que é habitual em Abril. Julga-se que estes números se devam ao isolamento social e restantes medidas aplicadas. [6] Os números foram recolhidos pelo Gabinete Nacional de Estatísticas do Reino Unido. [7]
Universidade de Sheffield
Universidade de Sheffield
  • Os especialistas sugerem que o confinamento (lockdown) matou cerca de 21 mil pessoas em Inglaterra. A análise foi feita pelas Universidades de Sheffield e de Loughborough e pelos economistas do Economic Insight. [8] Referem que houve mais mortes sem ser por COVID-19, do que aquelas que alegadamente o foram. [9] Acrescentam ainda que as medidas de distanciamento social poderão dar continuidade a essa mortalidade. [8]
  • A meio de Julho, o Bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães alertava que ficaram 3,9 milhões de consultas por fazer e 93 mil cirurgias foram canceladas. [5]

Conclusão

Como se pode verificar através dos exemplos dados, as medidas para travar a COVID-19, além de não registarem qualquer efeito positivo [10], apresentam muitos efeitos trágicos.

Fontes:

[1] «Em Portugal, faleceram milhares de pessoas a mais, por doenças várias, pela forma como se tem gerido a COVID-19, descobre estudo.» Paradigmas. 10 de Julho de 2020.

[2] Ahmad Jabri et al. (2020). Incidence of Stress Cardiomyopathy During the Coronavirus Disease 2019 Pandemic. JAMA Network Open, 3 (7): e2014780. doi:10.1001/jamanetworkopen.2020.14780

[3] «Deaths of children with special needs in Kent raise concerns over school closures.» The Guardian. 13 de Julho de 2020.

[4] «About 5,000 heart attack sufferers in England missed out on lifesaving hospital treatment due to pandemic.» Medical XPress. 14 de Julho de 2020.

[5] «3,9 milhões de consultas e 93 mil cirurgias canceladas. “As pessoas estão a precisar de ajuda agora”, alerta Ordem dos Médicos.» Jornal Económico. 18 de Julho de 2020.

[6] «Extra 10,000 dementia deaths in England and Wales in April.» The Guardian. 5 de Junho de 2020.

[7] Office of National Statistics – UK

[8] «Lockdown has killed 21,000 people, data suggests.» The Telegraph. 29 de Julho de 2020.

[9] «Em Inglaterra, quem testar positivo, é considerado morte por COVID-19 para sempre.» Paradigmas. 19 de Julho de 2020.

[10] «Confinamento (Lockdown) não teve efeito na redução da propagação da COVID-19.» Paradigmas. 12 de Julho de 2020.

O Vírus de Epstein-Barr segundo Anthony Williams

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Virus Epstein-Barr
Virus Epstein-Barr

O vírus de Epstein-Barr (VEB) criou uma epidemia secreta. Dos cerca de 320 milhões de habitantes dos Estados Unidos [1], mais de 225 milhões têm alguma forma de VEB.

O vírus de Epstein-Barr é responsável por doenças misteriosas de todo o tipo: para algumas pessoas, cria fadiga e dor inclassifi­cáveis. Para outras, os sintomas do VEB levam os médicos a recei­tar tratamentos ineficazes, como a substituição hormonal. E para muitas outras pessoas portadoras do VEB, ele é mal diagnosti­cado.

Uma das razões pelas quais o VEB tem vindo a proliferar é a seguinte: sabe-se muito pouco acerca dele. As comunidades médi­cas conhecem apenas uma versão deste vírus, mas existem sessenta variedades. O vírus de Epstein-Barr está por trás de várias das doenças debilitantes que deixam os médicos sem resposta. É a doença mais misteriosa de todas as doenças misteriosas.

Os médicos não fazem ideia de como o vírus actua a longo prazo e de como pode ser problemático. A verdade é que o VEB repre­senta a fonte de inúmeros problemas de Saúde que são hoje con­siderados doenças misteriosas, como a fibromialgia e a síndrome de fadiga crónica. O VEB constitui também a causa de algumas doenças importantes que as comunidades médicas julgam con­seguir entender, mas não entendem – incluindo o distúrbio da tiroide, a vertigem e a tinite.

Este artigo explica quando surgiu o vírus de Epstein-Barr, como é transmitido, como actua criando destruição em estádios estratégicos desconhecidos de toda a gente, e as medidas (nunca antes reveladas) capazes de destruir o vírus, permitindo-lhe recupe­rar a Saúde.

Vírus de Epstein-Barr
Vírus de Epstein-Barr

Origens do vírus de Epstein-Barr e sua transmissão

Embora o vírus de Epstein-Barr tenha sido descoberto por dois médicos brilhantes em 1964, ele começou a instalar-se no início do Século XX – mais de meio século antes. As versões iniciais do VEB – que ainda se encontram entre nós – são de acção relativa­mente lenta, podendo não chegar a criar sintomas dignos de nota até um período avançado na vida de uma pessoa. Mesmo então, são apenas relativamente nefastas. Muitas pessoas têm essas estir­pes não agressivas do VEB.

Infelizmente, o VEB foi evoluindo ao longo das décadas, e cada geração do vírus passou a constituir um desafio maior do que a anterior.

As pessoas afectadas pelo VEB teriam de sofrer com ele para o resto da vida. Os médi­cos raramente reconhecem o VEB como sendo a origem da miríade de problemas que ele realmente cria; além disso, não fazem a menor ideia de como lidar com o vírus de Epstein-Barr, nem mesmo quando o identificam.

Contágio do VEB através da transfusão de sangue
Contágio do VEB através da transfusão de sangue

Há muitas maneiras de se ser contaminado pelo VEB. Por exemplo, pode apanhá-lo em bebé, se a sua mãe estiver contami­nada por ele. Também pode apanhá-lo através de sangue infectado. Como os hospitais não fazem o despiste desse vírus, qualquer transfusão de sangue acarreta esse risco. Até pode apanhá-lo por ter ido comer fora. Isto porque os chefes estão sujeitos a uma imensa pressão para ter os pratos prontos rapidamente. Muitas vezes, acabam por fazer um corte no dedo ou na mão, põem um penso e continuam a trabalhar. O sangue pode ir parar aos alimentos… e, se por acaso tiverem o VEB numa fase contagiosa, isso pode ser o suficiente para contaminar os clientes.

A transmissão pode igualmente ser feita através de outros flui­dos corporais, como os que são trocados durante o acto sexual. Em algumas circunstâncias, um simples beijo pode bastar para transmitir o VEB.

No entanto, uma pessoa com o vírus nem sempre é contagiosa. O vírus tem mais probabilidades de se propagar no segundo está­dio. O que levanta outra questão que ainda não foi revelada até hoje: o VEB passa por quatro estádios.

Primeiro estádio da infecção pelo vírus de Epstein-Barr

Se você apanhar o VEB, ele passa por um período inicial de latência, em que percorre a sua corrente sanguínea fazendo pouco mais do que reproduzir-se lentamente, aumentando em número e aguardando uma oportunidade de provocar uma infecção mais directa.

Por exemplo, se você se esgotar fisicamente durante várias semanas e não se permitir recuperar totalmente, ou permitir que o seu corpo fique privado de nutrientes essenciais, como o zinco ou a vitamina B12, ou sofrer uma experiência emocional traumatizante como uma separação ou a morte de um ente querido, o vírus detecta as suas hormonas relacionadas com o stresse e esco­lhe esse período para tirar partido disso.

Depressão pós-parto
Depressão pós-parto

O VEB também entra frequentemente em acção quando a pessoa sofre uma grande mudança hormonal – por exemplo, durante a puberdade, a gravidez ou a menopausa. Um cenário comum é quando a mulher dá à luz. A seguir, pode sentir diversos sintomas, incluindo fadiga, mal-estar e dores, e depressão. Neste caso, não é o VEB a explorar as suas fraquezas, mas sim o facto de as hormo­nas serem uma poderosa fonte de alimento para ele – a sua abun­dância actua como agente desencadeador. As hormonas que inundam o seu corpo estão para o vírus como o espinafre para o Popeye.

O VEB é desumanamente paciente. Este período do primeiro estádio de se fortalecer e aguardar uma oportunidade ideal pode durar semanas, meses, ou até mais de uma década, dependendo de um grande número de factores.

O vírus é particularmente vulnerável durante o primeiro está­dio. Contudo, também é indetectável através de exames e não provoca quaisquer sintomas, por isso, como não sabe da sua exis­tência, a pessoa também não sabe que o deve combater.

Segundo estádio da infecção pelo vírus de Epstein-Barr

No final do primeiro estádio, o vírus de Epstein-Barr está pronto para lutar contra o seu organismo. É aí que o VEB se mostra pela primeira vez…transformando-se na mononucleose. Trata-se da infame “mono” de que todos crescemos a ouvir falar como a “doença do beijo“. É a doença que milhares de estudantes universitários contraem todos os anos, quando se esgotam em directas para se divertirem ou para estudarem.

As comunidades médicas não sabem que cada caso de mono­nucleose é apenas o segundo estádio do VEB.

É nesse período que o vírus é mais contagioso. E, por isso, é aconselhável evitar expor-se ao sangue, saliva ou outros fluidos corporais de alguém com mono…ou evitar expor alguém aos seus fluidos se você tiver mono.

Mono­nucleose
Mono­nucleose

Durante este segundo estádio, o seu sistema imunitário entra em guerra com o vírus. Ele envia células identificadoras para “marcar” o vírus, ou seja: coloca nele uma hormona que o iden­tifica como invasor. Depois, envia células soldado para procurar e destruir os vírus identificados. É este o poder do seu sistema imunitário, vindo em sua defesa.

A gravidade deste combate depende de pessoa para pessoa, pois cada pessoa é diferente, e também depende da estirpe ou variedade de VEB que a pessoa apanhou. É possível alguém ter mono durante apenas uma semana ou duas, com a garganta ligei­ramente arranhada e algum cansaço, e, nesse caso, é pouco pro­vável que se aperceba do que está verdadeiramente a acontecer, pelo que não irá provavelmente ao médico fazer uma análise ao sangue.

Ou, então, a pessoa pode ficar bastante afectada com cansaço, dores de garganta, febre, dores de cabeça, erupções e outros sin­tomas que se prolongam por vários meses. Se isso acontecer, é provável que vá ao médico e faça uma análise ao sangue, e o vírus de Epstein-Barr apresentar-se-á como um tipo de mono…na grande maioria dos casos.

É durante este estádio que o VEB procura um lar duradouro, atacando um ou mais órgãos principais – tipicamente o seu fígado e/ou baço. O vírus adora permanecer nestes órgãos, devido à probabilidade de o mercúrio, as dioxinas e outras toxinas se acu­mularem aí, pois alimenta-se desses venenos.

Estreptococos
Estreptococos

O outro segredo acerca do VEB é que ele tem um melhor amigo, uma bactéria chamada Estreptococos. Nesses casos, o organismo está a lidar, não só com um vírus, mas também com bactérias que vêm confundir ainda mais o sistema imunitário e criar uma panóplia de sintomas. Ela é o cofactor número um do vírus de Epstein-Barr.

Durante o segundo estádio do VEB, o Estreptococos pode subir, criando faringite e/ou infestando os seios nasais, o nariz ou a boca. Pode ainda descer, provocando infecções nas vias urinárias, na vagina, nos rins ou na bexiga… chegando a provocar cistite.

Terceiro estádio da infecção pelo vírus de Epstein-Barr

Uma vez instalado no fígado, baço e/ou outros órgãos, perma­nece aí.

A partir deste momento, quando um médico efectuar um exame de despiste ao vírus de Epstein-Barr, encontrará anticorpos e assu­mirá que estes apontam para uma infecção passada, quando o VEB estava na sua fase mono. O médico não encontrará o VEB activo na corrente sanguínea. E esta confusão representa um dos maio­res erros da história da medicina – foi assim que o vírus passou por entre as frestas. A menos que você já tenha seguido as medi­das delineadas neste artigo para eliminar o VEB, o vírus ainda está, na realidade, vivo e a provocar novos sintomas…e a iludir os exames. Isto deve-se ao facto de ele se encontrar alojado no fígado, no baço ou noutros órgãos, e de ainda não ter sido inven­tado o exame para o detectar.

Com o vírus escondido nos seus órgãos é impossível de detectar, o organismo parte do princípio de que venceu o combate e o invasor foi destruído. O seu sistema imunitário volta ao normal, deixa de ter sintomas de mononucleose e o seu médico diz-lhe que você se encontra saudável.

Infelizmente, o vírus de Epstein-Barr ainda mal iniciou a sua viagem pelo corpo.

Inflamação no fígado
Inflamação no fígado

Se tiver uma variedade típica, o VEB pode permanecer latente nos órgãos durante vários anos – possivelmente durante décadas sem que você dê por isso. Se tiver uma variedade particular­mente agressiva, porém, o VEB pode criar graves problemas durante a sua permanência.

Por exemplo, o vírus pode alojar-se profundamente no fígado e no baço, levando esses órgãos a ficarem inflamados e inchados. E, mais uma vez, não se esqueça de que o seu médico não sabe como unir os pontos entre o VEB passado e a sua actividade actual nos órgãos.

Além disso, o vírus cria três tipos de venenos:

O VEB segrega detritos tóxicos, ou subprodutos virais. Isto torna-se cada vez mais significativo à medida que o vírus vai aumentando em número e o seu exército em expansão se alimenta e expele subprodutos venenosos. Estes detritos são muitas vezes identificados como espiroquetas, que podem desencadear falsos resultados positivos em análises como os títulos de Lyme (exames de despistagem da doença de Lyme) e levar a falsos diagnósticos desta doença.

  • Quando uma célula do vírus morre – o que acontece fre­quentemente, visto as células terem um ciclo de vida de seis semanas -, o próprio corpo morto que fica para trás é tóxico e, por isso, ainda intoxica mais o seu organismo. Tal como acontece com qualquer subproduto viral, este problema vai-se agravando à medida que o exército do VEB vai cres­cendo, criando fadiga.
  • Os venenos que o VEB cria através destes dois processos têm a capacidade de criar uma neurotoxina – ou seja, um veneno que perturba a função nervosa e confunde o seu sistema imunitário. Esta toxina especial irá ser segregada em períodos estratégicos do terceiro estádio, e continuamente durante o quarto estádio, para impedir que o seu sistema imunitário detecte o vírus e o ataque.

    Esquema de uma neurotoxina
    Esquema de uma neurotoxina

Os problemas que podem resultar de uma variedade agressiva de VEB alojada nos seus órgãos incluem:

– O seu fígado funcionar tão lentamente que não consegue limpar as toxinas do organismo.

– Desenvolver hepatite C. (O VEB constitui, aliás, a principal causa da hepatite C.)

– O fraco desempenho do seu fígado levar à descida do nível de ácido clorídrico do estômago e o trato intestinal tornar-se tóxico. Isso, por seu turno, pode levar a que alguns alimentos não sejam totalmente digeridos, acabando por apodrecer nos intestinos, dando origem a distensão abdo­minal e/ou obstipação.

Passar a ter sensibilidade a alimentos que nunca lhe tinham causado quaisquer problemas. Isto acontece quando o vírus consome um alimento de que gosta, como queijo, e o trans­forma em algo que o seu organismo não reconhece.

O vírus vai ganhando tempo até sentir as hormonas relacio­nadas com o stresse, que indicam que a pessoa se encontra num estado particularmente vulnerável – por exemplo, devido a uma vida desregrada, após sofrer um duro golpe emocional ou um abanão físico, como acontece quando se tem um acidente de viação ou até sentir uma convulsão hormonal, como acontece durante a gravidez ou a menopausa.

Quando o vírus está quase pronto a atacar, começa a segregar a sua neurotoxina. Isso vai aumentar a sobrecarga no sistema, anteriormente criada pelos subprodutos do VEB e resíduos de vírus. Toda esta carga tóxica acaba por activar o seu sistema imunitário – e confundi-lo totalmente, visto não fazer ideia de onde vêm as toxinas.

Lúpus

Lúpus
Lúpus

A resposta do sistema imunitário que descrevi desencadeia os sintomas misteriosos que os médicos podem diagnosticar como sendo lúpus. As comunidades médicas não compreendem que o lúpus não é apenas o corpo a reagir aos subprodutos e neurotoxinas do vírus de Epstein-Barr. É o corpo a ter uma reacção a essas neurotoxinas, o que faz depois elevar os marcadores inflamatórios que os médicos procuram para identificar e diagnosticar o lúpus.

Na verdade, o lúpus é apenas uma infecção provocada pelo vírus de Epstein-Barr.

Hipotiroidismo e outros distúrbios da tiroide

Enquanto o seu sistema imunitário está perturbado, o VEB tira partido do caos, abandonando os órgãos onde esteve alojado e atingindo outro órgão ou glândula principal – e, desta vez, é a sua tiroide!

As comunidades médicas ainda não estão cientes de que o VEB constitui, aliás, a causa da maioria dos distúrbios e doenças da tiroide, especialmente a de Hashimoto, mas também a de Graves, o cancro da tiroide e outros problemas. (As doenças da tiroide também podem ser causadas pelas radiações; mas em mais de noventa e cinco por cento dos casos, o responsável é o vírus de Epstein-Barr.) A investigação médica ainda não descobriu as verdadeiras causas dos distúrbios da tiroide e está longe de perceber que o VEB é o vírus que as provoca. Se um médico lhe diagnosticar a doença de Hashimoto, isso significa, na verdade, que ele ou ela desconhece qual é o problema. A explicação que lhe dará é que é o seu organismo que está a atacar a tiroide – uma perspectiva que deriva de falta de infor­mação. Na verdade, é o VEB – e não o seu organismo – a atacar a tiroide.

Uma vez instalado na tiroide, o VEB começa a penetrar os tecidos. As células do vírus contorcem-se e perfuram literalmente, como brocas, para se alojarem bem fundo na glândula, eliminando células e lesando este órgão à sua passagem, criando hipotiroidismo oculto em milhões de mulheres, dos casos mais ténues aos mais extremos. O seu sistema imunitário toma nota disso e tenta intervir, provocando inflamação; mas entre a neurotoxina do VEB, os subprodutos virais e os resíduos venenosos a causar confusão, o sistema imunitário não consegue detectar o vírus para o destruir de vez.

Doença de Hashimoto
Doença de Hashimoto

Embora o que exponho acima possa parecer enervante, não se assuste; a sua tiroide tem a capacidade de rejuvenescer e curar-se a si própria quando recebe aquilo de que necessita. E nunca subestime o poder do seu sistema imunitário, que, no final deste artigo, ficará activado unicamente pelo facto de você conhecer a verdade.

O seu sistema imunitário tenta isolar o vírus com cálcio, criando nódulos na tiroide. Porém, isso não afecta o VEB. Pri­meiro, a maior parte das suas células furtam-se a este ataque e mantêm-se livres. Segundo, um vírus que o seu sistema consiga isolar mantém-se vivo e transforma a sua prisão de cálcio num lar confortável, alimentando-se da tiroide e retirando-lhe ener­gia. O vírus pode até acabar por transformar essa prisão numa excrescência viva, um quisto, que cria ainda mais tensão na sua tiroide.

Entretanto, esses ataques contra o VEB podem afectá-lo se não estiver a consumir suficientes alimentos ricos em cálcio. Isto por­que, se o seu sistema imunitário não conseguir obter suficiente cálcio para isolar o vírus da circulação sanguínea, vai extrair o cálcio necessário dos ossos…o que pode dar origem à osteoporose.

Simultaneamente, as centenas de vírus que não estão aprisio­nados em nódulos podem enfraquecer a tiroide, tornando-a menos eficaz na produção de hormonas de que o seu corpo neces­sita para funcionar. Pode dar-se o caso de essa falta de hormonas da tiroide adequadas, aliada às toxinas do VEB, provocar um aumento de peso, fadiga, confusão mental, problemas de memó­ria, depressão, perda de cabelo, insónia, unhas quebradiças, fra­queza muscular e/ou dezenas de outros sintomas.

Algumas variedades particularmente raras de VEB vão ainda mais longe. Elas criam um cancro na tiroide. A taxa de cancro da tiroide nos Estados Unidos tem vindo rapidamente a aumentar. As comunidades médicas não sabem que a causa disso é um aumento de formas raras e agressivas do VEB.

O vírus de Epstein-Barr invade a sua tiroide por um motivo estratégico: ele procura confundir e stressar o seu sistema endócrino. A tensão nas suas glândulas suprarrenais produz mais adre­nalina, que constitui um alimento para o VEB, fortalecendo-o e tornando-o capaz de seguir o seu alvo derradeiro: o sistema ner­voso.

Sistema nervoso
Sistema nervoso

Quarto estádio do vírus de Epstein-Barr

O objectivo derradeiro do vírus de Epstein-Barr é deixar a tiroide e inflamar o seu sistema nervoso central.

Normalmente, o seu sistema imunitário não permitiria que isso acontecesse. Porém, se o VEB já conseguiu esgotá-lo no ter­ceiro estádio entrando na tiroide e se, além disso, você ficar abruptamente afectado por alguma lesão física ou lesão emocional grave, o vírus irá tirar partido dessa vulnerabilidade e começar a provocar uma imensidade de sintomas estranhos, que podem ir de palpitações cardíacas a mal-estar, dores generalizadas e dores nevrálgicas.

Um cenário comum é a pessoa ter um acidente, ser operada ou sofrer qualquer outra lesão física, e depois sentir-se pessima­mente durante muito mais tempo do que seria de esperar no seguimento da lesão. Uma reacção típica é “sinto-me como se tivesse sido atingido por um camião”.

As análises ao sangue, radiografias e ressonâncias magnéticas não revelam qualquer problema, por isso, os médicos não se aper­cebem do vírus a inflamar os nervos. O quarto estádio do vírus de Epstein-Barr constitui, por isso, uma importante causa de doenças misteriosas – ou seja, problemas que provocam uma enorme confusão aos médicos.

O que está verdadeiramente a acontecer é que os nervos afec­tados libertam uma hormona de “alarme” para avisar o corpo de que foram afectados e precisam de reparação. No quarto estádio, o VEB detecta essa hormona e corre a agregar-se a esses nervos com lesões.

Nervo
Nervo

Um nervo assemelha-se a um fio com pequenas fibras soltas. Quando o nervo é lesionado, as fibras da base saem para os lados da membrana nervosa. O VEB procura essas aberturas e agarra-se a elas. Se for bem-sucedido, consegue manter a zona inflamada durante vários anos. Em consequência disso, você pode ter uma lesão relativamente pequena que se mantém inflamada e lhe pro­voca dores contínuas.

Os problemas resultantes desta inflamação viral podem incluir dores musculares, dores nas articulações, dores em pontos sensí­veis, dores nas costas, formigueiro e/ou dormência nas mãos e nos pés, enxaquecas, fadiga permanente, tonturas, moscas volan­tes, insónia, sono inquieto e suores noturnos. Os pacientes com estes problemas são por vezes diagnosticados como tendo fibromialgia, síndrome de fadiga crónica ou artrite reumatoide, que não passam de conjuntos de sintomas que as comunidades médi­cas admitem não compreender, e para os quais não têm cura.

Nesses casos, os pacientes recebem tratamentos inadequados que não chegam a lidar com o verdadeiro culpado – porque essas doenças misteriosas representam, na verdade, o quarto estádio do vírus de Epstein-Barr.

Um dos maiores erros de todos os tempos é confundir os sin­tomas do vírus de Epstein-Barr nas mulheres com a peri menopausa ou a menopausa. Sintomas como afrontamentos, suores noturnos, palpitações cardíacas, tonturas, depressão, perda de cabelo e ansiedade foram e são frequentemente mal interpretados como descargas hormonais – o que lançou o desastroso movimento da TSH.

Observemos melhor as doenças crónicas que confundem os médicos há décadas e que resultam do quarto estádio do vírus de Epstein-Barr.

Nota:

[1] “U.S. and World Population Clock“, Gabinete de Recenseamento dos Estados Unidos, acedido a 1 de Março de 2015, http://www.census.gov/popclock

Fonte: 

População apresenta forte imunidade em relação ao SARS-CoV-2

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População apresenta forte imunidade em relação ao SARS-CoV-2
População apresenta forte imunidade em relação ao SARS-CoV-2
Células T
Células T

Num estudo, os investigadores mapearam sistematicamente a resposta de células T específicas para o SARS-CoV-2 numa grande corte de indivíduos expostos a familiares infectados, indivíduos não expostos e indivíduos que apresentavam COVID-19 aguda ou convalescente. Chegou-se à conclusão que o SARS-CoV-2 elícita respostas robustas de células T de memória semelhantes às observadas no contexto de Vacinas bem-sucedidas, sugerindo que a exposição natural ou infecção pode prevenir episódios recorrentes de COVID-19 grave também em indivíduos soro negativos. [1]

Llinfócitos
Linfócitos

Um estudo de revisão da literatura, descobriu que os linfócitos de 20 a 50% de doadores não expostos apresentava reactividade significativa em relação ao SARS-CoV-2. As amostras foram recolhidas num período prévio ao advento da “Pandemia” de COVID-19, inclusive até anos antes. [2] Poderá concluir-se que estas pessoas geraram imunidade devido ao contacto com outros Coronavírus  (HCoV-OC43, HCoV-HKU1, HCoV-NL63 e HCoV-229E) ou estas descobertas vêm reforçar a ideia de que o SARS-CoV-2 não é um vírus novo? [3]

Fontes:

[1] Takuya Sekine et al. (2020). Robust T cell immunity in convalescent individuals with asymptomatic or mild COVID-19. bioRxiv. doi: 10.1016/j.cell.2020.08.017

[2] Alessandro Sette & Shane Crotty (2020). Pre-existing immunity to SARS-CoV-2: the knowns and unknowns. Nature Reviews Immunology volume 20, p. 457–458.

[3] «Cada vez mais estudos provam que o SARS-CoV-2 não é um vírus novo.» Paradigmas. 6 de Agosto de 2020.

Curar-se do vírus Epstein-Barr segundo Anthony Williams

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Curar-se do vírus Epstein-Barr com dieta
Curar-se do vírus Epstein-Barr com dieta

Anthony William, autor do LivroMédico Médium promove a adopção cuidadosa e paciente de certas medidas para que se possa curar do vírus Epstein-Barr (VEB).

Segundo o autor, pode recuperar o sistema imunitário, ver-se livre do VEB, rejuvenescer o organismo, retomar o controlo total sobre sua Saúde, e seguir em frente com a vida.

O tempo de duração do processo varia de pessoa para pessoa e depende de um grande número de factores. Algumas pessoas dominam o vírus apenas em três meses. No entanto, um período mais típico será um ano completo. E há pessoas que precisam de mais de dezoito meses para destruir o VEB.

Prescições de Anthony Williams:

1 – Alimentos que curam

Certas frutas e legumes podem ajudar o seu organismo a ver-se livre do VEB e curá-lo. Os que refiro de seguida são os melhores para introduzir na sua dieta (por ordem aproximada, consoante a sua importância). Tente consumir, pelo menos, três destes ali­mentos por dia – quanto mais, melhor -, de forma rotativa para que, numa semana ou duas, tenha introduzido todos eles no seu sistema.

Mirtilos Silvestres
Mirtilos Silvestres

Mirtilos silvestres: ajudam a restaurar o sistema nervoso central e eliminam do fígado as neurotoxinas do VEB.

Aipo: reforça o ácido clorídrico dos intestinos e fornece sais minerais ao sistema nervoso central.

Rebentos: têm um elevado teor de zinco e selénio para for­talecer o sistema imunitário contra o VEB.

Espargos: limpam o fígado e o pâncreas; fortalecem o pân­creas.

Espinafres: criam um ambiente alcalino no organismo e for­necem micronutrientes absorvíveis pelo sistema nervoso.

Coentros frescos: removem metais pesados, como o mer­cúrio e o chumbo, alguns dos alimentos preferidos do VEB.

Salsa: remove os níveis elevados de cobre e alumínio, que alimentam o VEB.

Óleo de coco
Óleo de coco

Óleo de coco: antiviral e actua como anti-inflamatório.

Alho: alimento antiviral e antibacteriano que defende con­tra o VEB.

Gengibre: ajuda na assimilação dos nutrientes e alivia os espasmos associados ao VEB.

Framboesas: ricas em antioxidantes para remover radicais livres dos órgãos e da corrente sanguínea.

Alface: estimula os movimentos peristálticos do trato intes­tinal e ajuda a limpar o VEB do fígado.

Papaias: restauram o sistema nervoso central; fortalecem e reconstituem o ácido clorídrico dos intestinos.

Alperces: reconstituintes do sistema imunitário que também fortalecem o sangue.

Romãs: ajudam a desintoxicar e purificar o sangue e o sis­tema linfático.

Toranjas: fonte rica em bioflavonoides e cálcio para apoiar o sistema imunitário e eliminar as toxinas do organismo.

Toranjas
Toranjas

Couve: tem um elevado teor de alcalóides que protegem contra vírus como o VEB.

Batata-doce: ajuda a limpar e desintoxicar o fígado dos subprodutos e toxinas do VEB.

Pepinos: reforçam as suprarrenais e os rins e eliminam as neurotoxinas da corrente sanguínea.

Funcho: contém fortes componentes antivirais para comba­ter o VEB.

2 – Ervas e suplementos que curam

As seguintes ervas e suplementos (por ordem aproximada em termos de importância) podem fortalecer mais o seu sistema imu­nitário e ajudar o organismo a curar-se dos efeitos do vírus:

Unha-de-gato: erva que reduz o VEB e cofactores como o Estreptococos A e B.

Prata Coloidal
Prata Coloidal

Prata coloidal: reduz a carga viral do VEB.

Zinco: reforça o sistema imunitário e protege a tiroide da inflamação do VEB.

Vitamina B12 (sob a forma de metilcobalamina e/ou adenosilcobalamina): reforça o sistema nervoso central.

Raiz de alcaçuz: baixa a produção de VEB e fortalece as suprarrenais e os rins.

Erva-cidreira: antiviral e antibacteriana. Mata o VEB e reforça o sistema imunitário.

5-MTHF (5-metiltetrahidrofolato): ajuda a fortalecer o sis­tema endócrino e o sistema nervoso central.

Selénio: reforça e protege o sistema nervoso central.

Algas vermelhas: poderoso antiviral que elimina metais pesados como o mercúrio e reduz a carga viral.

L-lisina: reduz a carga de VEB e actua como anti-inflamatório do sistema nervoso central.

Espirulina
Espirulina

Espirulina (de preferência oriunda do Havai): reconstitui o sistema nervoso central e elimina metais pesados.

Ester-C: fortalece o sistema imunitário e elimina toxinas do VEB do fígado.

Folha de urtiga: fornece micronutrientes vitais ao cérebro, ao sangue e ao sistema nervoso central.

Monolaurina: antiviral; destrói a carga de VEB e reduz os seus cofactores.

Baga de sabugueiro: antiviral; reforça o sistema imunitário.

Trevo vermelho: purifica o fígado, o sistema linfático e o pâncreas das neurotoxinas do VEB.

Anis-estrelado: antiviral; ajuda a destruir o VEB no fígado e na tiroide.

Curcumina: componente da curcuma que ajuda a fortalecer o sistema endócrino e o sistema nervoso central.

Fonte: 

O papel das crianças na “Pandemia” da COVID-19

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papel das crianças no Covid-19
papel das crianças no Covid-19

Um estudo com uma amostra de 2.000 crianças realizado em treze escolas no Estado Alemão da Saxónia, descobriu que as escolas e, mais particularmente, as crianças, não desempenham um papel importante na transmissão, como se temia. Algumas das crianças tiveram casos positivos nas suas famílias e nem assim registaram quaisquer sinais do vírus. O estudo foi efectuado em Maio pela Faculdade Médica de Dresden e pelo Hospital Universitário Carl Gustav Carus. [1]

Hospital Universitário Carl Gustav Carus
Hospital Universitário Carl Gustav Carus

Num estudo publicado na Pediatrics, revista da especialidade de Pediatria, chegou-se à conclusão que a transmissão adultos-crianças ou vice-versa é muito infrequente e assim, as crianças não desempenham um papel importante na “Pandemia” da COVID-19. O estudo conclui ainda que se deveria pensar em estratégias onde as escolas se mantêm abertas mesmo em épocas de transmissão da COVID-19. Ao fazê-lo, poderia minimizar-se os profundos malefícios sociais, desenvolvimentais e de Saúde que as crianças têm sofrido e poderão continuar a sofrer. [2]

Um estudo com 4100 pessoas recuperadas de infecção com COVID-19 na Alemanha chegou à conclusão que os adultos infectados que estiveram em contacto com crianças têm muito mais probabilidade de sofrer um curso muito ligeiro da doença. Estas conclusões sugerem que o contacto com crianças poderá ser benéfico ao permitir a imunização geral das populações sem riscos de maior. [3]

Segundo um relatório do Ministério da Saúde Sueco, que faz uma comparação do risco em relação às profissões, um país onde a esmagadora maioria das escolas continuou a funcionar, os professores apresentam um risco equivalente à média da população. [4]

Conclusão

Estes estudos indicam que as crianças apresentam um papel muito reduzido, se é que possuem algum, na suposta pandemia de COVID-19, pelo que são injustificadas as medidas draconianas aplicadas nas escolas, que poderão ter um efeito potencialmente nefasto no saudável desenvolvimento físico, emocional e psicológico dos estudantes, podendo mesmo ser contraproducentes num desfecho mais favorável no controlo da putativa pandemia.

Fontes:

[1] «Schools have low coronavirus infection rate, German study finds.» CNBC. 14 de Julho de 2020.

[2] Benjamin Lee & William V. Raszka (2020). COVID-19 Transmission and Children: The Child Is Not to Blame. Pediatrics, 146 (2) e2020004879. DOI: https://doi.org/10.1542/peds.2020-004879

[3] Martin Dugas, Inga-Marie Schrempf, Kevin Ochs, Christopher Frommel, Leonard Greulich, Philipp Neuhaus, Phil-Robin Tepasse, Hartmut H-J Schmidt (2020). Association of contact to small children with mild course of COVID-19. International Journal of Infectious Diseases doi: 10.1016/j.ijid.2020.09.003

[4] Relative COVID-19 risk per occupation in Sweden: Summary of report published in 25 June 2020. Ministério da Saúde Sueco.

Tipos de Epstein-Barr

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O vírus Epstein-Barr
O vírus Epstein-Barr

Como já referi anteriormente, existem mais de sessenta varie­dades do vírus de Epstein-Barr. O número é assim tão grande porque o VEB existe há muito mais de cem anos. Passou por várias gerações de pessoas, entrando em mutação e aumentando o número dos seus diversos híbridos e estirpes durante esse período. As estirpes podem ser organizadas em seis grupos de gravidade crescente, com aproximadamente dez tipos por grupo.

O Grupo 1 do VEB é o mais antigo e o menos agressivo. Estas versões do vírus demoram geralmente anos, ou mesmo décadas, a fazer a transição de um estádio para outro. Os seus efeitos podem ser apenas detectáveis quando a pessoa chega aos setenta ou oitenta anos e, mesmo assim, resultar em pouco mais do que uma dor nas costas. Podem até permanecer nos seus órgãos e nunca chegar ao terceiro ou quarto estádio.

Tiroide
Tiroide

O Grupo 2 do VEB muda de um estádio para outro um pouco mais depressa do que o Grupo 1; é possível que se aperceba dos sintomas quando chega à casa dos cinquenta ou sessenta anos. Estas variedades podem manter-se em parte na tiroide e enviar apenas alguns dos seus vírus para inflamar os nervos, de onde resulta uma inflamação nervosa relativamente ligeira. A única variedade de VEB de que as comunidades médicas têm conheci­mento encontra-se neste grupo.

O Grupo 3 do VEB transita mais depressa de um estádio para outro do que o Grupo 2, por isso, os seus sintomas podem ser detectados por volta dos quarenta anos de idade. Além disso, estes vírus completam totalmente o quarto estádio – ou seja, abando­nam a tiroide

O Grupo 4 do VEB cria problemas detectáveis logo aos trinta anos de idade. A sua acção agressiva sobre os nervos pode resultar em vários sintomas associados à fibromialgia, síndrome de fadiga crónica, confusão mental, ansiedade, alterações do humor, e todos os sintomas referidos nos Grupos de 1 a 3. Este grupo pode ainda criar sintomas de transtorno de stresse pós-traumático, mesmo que uma pessoa nunca tenha sofrido qualquer trauma além da inflamação pelo vírus.

O Grupo 5 do VEB faz sentir os seus efeitos em pessoas que acabaram de entrar na casa dos vinte. Trata-se de uma forma do vírus particularmente nefasta, visto atacar na altura em que um jovem está a começar a ter uma vida independente. Pode criar todos os problemas do Grupo 4, e alimenta-se de emoções nega­tivas como o medo e a preocupação. Os médicos que não conse­guem encontrar nenhum problema, e que encaram estes pacientes como sendo jovens e saudáveis, declaram frequentemente, “Isso é da sua cabeça”, e encaminham-nos para psicólogos, que os con­vencem de que o que está a acontecer nos seus corpos não é real. Isto é, a menos que o paciente encontre um médico que esteja a estudar a tendência da doença de Lyme, caso em que poderá sair com um diagnóstico errado de Lyme.

Doença de Lyme
Doença de Lyme

O pior tipo, porém, é o Grupo 6 do VEB, que pode atacar em força logo na infância. Além de tudo o que o Grupo 5 faz, o Grupo 6 pode criar sintomas tão graves que são falsamente diag­nosticados como leucemia, meningite viral, lúpus, etc. Além disso, suprime o sistema imunitário, o que pode dar origem a uma grande variedade de sintomas, incluindo erupções, fraqueza nos membros e fortes dores nevrálgicas.

Fonte: LIVRO: «O Médico Médium» de Anthony William

 

Fibromialgia

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A dor invisível
A dor invisível

Já vamos em mais de seis décadas de negação médica de a fibromialgia ser um problema legítimo. Só nos últimos tempos as comunidades médicas começaram a aceitar tratar-se verdadei­ramente de uma doença.

A melhor explicação que os médicos recebem do pensamento científico instituído, porém, é que a fibromialgia é uma reacção excessiva por parte dos nervos. O que isso significa de facto é que… ninguém faz a mais pequena ideia. A culpa não é dos médicos. Não há nenhum livro mágico que eles recebam a dizer-lhes o que irá ajudar os seus pacientes com fibromialgia, ou o que provoca verdadeiramente a dor que eles sentem.

O sistema médico ainda está a anos de distância de descobrir a verdadeira causa da doença – porque ela é viral e encontra-se ao nível dos nervos, a um nível que as ferramentas da medicina não conseguem detectar.

Quem sofre de fibromialgia está sujeito a um ataque bem real e debilitante. É o vírus de Epstein-Barr o causador desta doença, inflamando o sistema nervoso central e os nervos de todo o corpo, o que cria dor permanente, sensibilidade ao toque, fadiga grave, e um grande número de outros problemas.

Tinite

Ouvido interno
Ouvido interno

A tinite, ou zumbido nos ouvidos, é geralmente provocada pelo facto de o VEB entrar no canal nervoso do ouvido interno, que se chama labirinto. O zumbido é o resultado do vírus a infla­mar e a fazer vibrar o labirinto e o nervo vestibulococlear.

Vertigens e Doença de Ménière

As vertigens e a Doença de Ménière são frequentemente atri­buídas pelos médicos a calcificações, ou pedras, no ouvido interno. Porém, a maior parte dos casos crónicos são na realidade provo­cados pela neurotoxina do VEB, que inflama o nervo vago.

Outros sintomas

A ansiedade, as tonturas, o aperto e as dores no peito, os espasmos no esófago e a asma também podem ser originados pelo efeito inflamatório do VEB sobre o nervo vago.

As insónias, o formigueiro e dormência nas mãos e nos pés podem dever-se ao facto de os nervos frenicos ficarem perpectua­mente inflamados pelo VEB.

Doente com palpitações cardíacas
Doente com palpitações cardíacas

E as palpitações cardíacas podem resultar da acumulação de resíduos e subprodutos tóxicos do vírus na válvula mitral do coração.

Se o leitor tiver VEB, ou se suspeitar de o ter, pode achar o vírus no seu quarto estádio bastante frustrante. Tenha paciência. Se tomar as medidas certas – que as comunidades médicas ainda desconhecem, pode recuperar, reconstruir o seu sistema imunitário, voltar a um estado de Saúde normal e retomar o controlo da sua vida.

Fonte: LIVRO: «O Médico Médium» de Anthony William

 

Síndrome de fadiga crónica

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Doença sistémica de intolerância ao esforço
Doença sistémica de intolerância ao esforço

Há uma longa história de negação de uma causa física para o sofrimento das mulheres. Tal como acontece com as pessoas que sofrem de fibromialgia, as pessoas que sofrem da síndrome de fadiga crónica (SFC) – igualmente conhecida por nomes como encefalomielite miálgica/síndrome de fadiga crónica (EM/SFC), síndrome de fadiga crónica/disfunção imune (SFC/DI) e doença sistémica de intolerância ao esforço (DSIE) – ouvem frequentemente dizer que são mentirosas, preguiçosas, delirantes e/ou loucas. Trata-se de uma doença que afecta desproporcional­mente mais as mulheres.

E a síndrome de fadiga crónica tem vindo a aumentar.

Está a tornar-se comum jovens universitárias voltarem para casa a meio do semestre com a doença, sem conseguirem fazer mais nada além de ficar na cama. Contrair a SFC para uma mulher no final da adolescência ou no início da casa dos vinte pode ser particularmente devastador, enquanto se vê os amigos prossegui­rem com os seus relacionamentos e os seus empregos, e a pessoa se sente presa e incapaz de estar à altura do seu potencial.

As mulheres que contraem a SFC na casa dos trinta, quarenta ou cinquenta também têm os seus obstáculos: embora neste ponto a pessoa já tenha idade suficiente para ter uma vida estabelecida e uma rede de apoio, também tem responsabilidades estabeleci­das. Provavelmente, está a tentar ser tudo para todos, a tratar de mais coisas do que pode, e, por isso, sente a pressão de agir nor­malmente quando a SFC ataca.

Mulher com Síndrome de Fadiga Crónica
Mulher com Síndrome de Fadiga Crónica

A acrescentar ao isolamento para ambos os grupos etários, há ainda os sentimentos de culpa, medo e vergonha que acompa­nham estes diagnósticos errados. Estou certo de que, se você tem SFC, passou pelas profundezas do sofrimento físico e já teve alguém a dizer-lhe: “Mas estás com um ar perfeitamente saudá­vel.” É tão desanimador uma pessoa sentir-se mal e ouvir dos médicos, amigos ou familiares que não há nada de mal com ela.

A síndrome de fadiga crónica é real. E o vírus de Epstein-Barr.

Como vimos, as pessoas com SFC têm uma elevada carga viral do VEB, que ataca sistematicamente o organismo ao criar uma neurotoxina que inflama o sistema nervoso central. Isso pode acabar por levar ao enfraquecimento das suprarrenais e do sistema digestivo, e criar a sensação de se ter as baterias em baixo.

Fonte: LIVRO: «O Médico Médium» de Anthony William

 

A fortuna escondida do Opus Dei em Portugal

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Os grandes investimentos do Opus Dei
Os grandes investimentos do Opus Dei

Em 1984, o presente de Natal chegou ao Opus Dei com dois dias de atraso. Foi a 27 de Dezembro que Maria Antónia Barreiro, uma milionária divorciada, infeliz e solitária, entrou no escritório do advogado que era há dois meses o administrador da sua fortuna e disse que queria alterar o testamento.

A única coisa de que tinha a certeza era que já não queria deixar tudo à amiga que indicara como principal herdeira dois meses antes, na altura em que modificou o testamento pela nona vez. “A sua amiga é rica ou pobre?”, perguntou-lhe o advogado. “É muito rica”, respondeu a cliente milionária. “Se é rica, já não estou com pena”, admitiu José Afonso Gil, um dos mais antigos e influentes supranumerários (membros casados) do Opus Dei em Portugal. Sentado num cadeirão no seu escritório da Rua Castilho, em Lisboa, o advogado contou à Sábado que sugeriu a Maria Antónia Barreiro que deixasse tudo à Misericórdia ou à sua paróquia.

Perante a recusa da cliente, propôs-lhe então a criação de uma fundação com o seu nome “para fazer coisas muito boas”. E acrescentou: “Não é para enriquecer.” Nem seria necessário – a fortuna já era enorme: juntava a herança do pai, Acácio Domingos Barreiro, sócio do Banco Português do Atlântico (comprado em 1995 pelo BCP de Jardim Gonçalves), e a do avô, José Domingos Barreiro, antigo armazenista de vinhos em Marvila.

José Afonso Gil, por trás o retrato de Maria Antónia Berreiro
José Afonso Gil, por trás o retrato de Maria Antónia Berreiro

Maria Antónia Barreiro aceitou e José Afonso Gil isolou-se na sua casa de Galamares, em Sintra, para redigir o novo testamento, incluindo três desejos da cliente que teriam de ser respeitados após a sua morte: primeiro, a fundação teria de pagar 50 contos por mês (o equivalente a 865 euros a preços actuais) ao seu motorista, a título vitalício, desde que ele continuasse a ser “prestável e digno”; segundo, ficaria assegurada a limpeza do jazigo da família; e, por fim, a fundação mandaria rezar durante cinco anos uma missa mensal em sua memória, bem como dos seus pais e do seu irmão.

Quanto ao património, constituído por dezenas de prédios, armazéns e terrenos, deveria beneficiar “os estabelecimentos de formação cultural então existentes na cidade de Lisboa“. Mas caberia aos dois testamenteiros, José Afonso Gil e José Alves Mendes (outro advogado membro da Obra), escolher as instituições a apoiar financeiramente. Ambos são membros vitalícios do conselho de administração da fundação. José Afonso Gil é há 27 anos o presidente.

Um terceiro administrador, também a título vitalício, seria indicado pela Sociedade Lusitana de Cultura, uma das mais antigas entidades fundadas em Portugal por numerários (membros que vivem em celibato, em centros do Opus Dei). O representante actual é o espanhol Jon Velasco, que é simultaneamente o número dois na hierarquia portuguesa da prelatura (estatuto jurídico atribuído à organização).

Carlos Câmara Pestana
Carlos Câmara Pestana

Depois, o Conselho Geral da Fundação integra dois dos mais destacados membros do Opus Dei: Francisco Oliveira Dias, ex-presidente da Assembleia da República, e Carlos Câmara Pestana, vice-presidente do BPI e presidente do Itaú, que frequentava semanalmente o mesmo centro da Obra que o advogado José Afonso Gil e os banqueiros Jardim Gonçalves e Paulo Teixeira Pinto (até à sua saída do Opus Dei, em 2008).

Prédios, jóias, depósitos…

Maria Antónia Barreiro era proprietária de 50% do quarteirão da pastelaria Suíça, na zona mais central de Lisboa, e que foi logo vendido. Possuía também uma quinta no Cartaxo, que foi dividida em parcelas e também comercializada – um ex-numerário disse à Sábado que o negócio foi feito por 700 mil contos (cerca de 10 milhões de euros a preços actuais), mas José Afonso Gil diz que não se recorda. A herança incluía mais 18 prédios espalhados por Lisboa, 25 jóias no cofre da residência, 21 depósitos a prazo em cinco bancos e ainda títulos do tesouro que a deviam compensar pela nacionalização do BPA, de que era accionista.

Maria Antónia Barreiro era crente, mas desconfiava do Opus Dei, muito por culpa de Gregório Ortega Pardo, um numerário espanhol que nos anos 60 fugiu de Portugal com uma fortuna da organização. José Afonso Gil diz à Sábado que explicou à sua cliente que o seu património serviria para ajudar a formar pessoas numa perspectiva cristã. “Deus gostará do seu gesto”, disse-lhe. Mas admite que nunca lhe falou em concreto da ideia de usar tudo em obras do Opus Dei, como tem vindo a suceder.

Sede da Opus dei em Nova Iorque
Sede da Opus dei em Nova Iorque

Esta doação é uma das maiores alguma vez recebidas em todo o mundo pela instituição fundada em 1928 por S. Josemaría Escrivá. É mesmo comparável com o maior donativo de sempre, de 66 milhões de dólares (valores de 1999), que permitiu financiar a construção da sede em Nova Iorque.

A contabilidade da Fundação regista actualmente, entre património e activos financeiros, uma riqueza global de 41,8 milhões de euros. Contudo, este valor baseia-se em avaliações de imóveis feitas a partir do valor patrimonial declarado nas Finanças – e que é bastante inferior aos preços de mercado. Em nome da Fundação, há pelo menos 83 imóveis, espalhados pelas freguesias de S. Sebastião da Pedreira, Penha de França, Olivais, S. Domingos de Benfica e Campo Grande. Um destes é o apartamento onde a herdeira milionária viveu nos seus últimos anos de vida, um quinto andar na Avenida Miguel Bombarda, e que é hoje uma residência usada por padres do Opus Dei para dar formação a outros sacerdotes.

“Não cometamos esse erro”

Este imóvel é usado pela Obra, mas formalmente não lhe pertence. Apesar das ligações evidentes a vários dos edifícios que utiliza, a organização rejeita que lhe pertençam por não estarem em seu nome. “A propriedade e gestão das coisas móveis e imóveis onde funcionam centros e casas de retiro são de instituições autónomas não lucrativas, cujos responsáveis mantêm uma relação de coordenação com a prelatura”, explica à Sábado Pedro Gil, assessor de imprensa da organização.

Os únicos imóveis detidos formalmente pelo Opus Dei são três jazigos. O resto está em nome de uma série de cooperativas, fundações, associações e empresas controladas pelo Opus Dei através da presença nos órgãos sociais de numerários com cargos de responsabilidade ou peso histórico na organização.

S. Josemaría Escrivá
S. Josemaría Escrivá

“Os jesuítas perderam muitas coisas porque era fácil localizá-las. Não cometamos esse erro”, terá dito Josemaría Escrivá, citado pelo jornalista Santiago Aroca numa investigação na revista Tiempo e na edição espanhola do livro «Opus Dei» de Michael Walsh. Pedro Gil diz que a atribuição da frase ao fundador da Obra é “espúria” e rejeita que este sistema de organização económica tenha sido escolhido para proteger o património. Segundo o assessor de imprensa, o objectivo é que o Opus Dei se concentre na sua missão espiritual, deixando as tarefas de gestão entregues a outras entidades. No entanto, recusou-se a indicar à Sábado quais são as instituições que gerem os bens da prelatura em Portugal. Mesmo depois de confrontado com uma lista de 17 instituições, admitiu que continha informações “sobretudo correctas”, mas disse que não estava completa e recusou-se a ser mais claro, por entender que se trata de um assunto da esfera privada da organização.

Também não quis comentar o facto de, nos anos 90, terem sido criadas várias empresas controladas por membros da Obra com a função essencial de servir as necessidades dos centros do Opus Dei. Surgiu assim o ateliê de arquitectura que projectou o oratório S. Josemaría, uma empresa de contabilidade, uma de abastecimento alimentar aos centros e ainda outra, controlada pela secção feminina, que se ocupava essencialmente da decoração dos espaços da organização, como contou à Sábado Paulo Andrade, que foi numerário até 1993 e chegou a ser subdirector de um centro.

Opus Dei
Opus Dei

O Opus Dei tornou-se polémico depois de ter sido implicado em vários escândalos financeiros e, mais recentemente, por os seus membros terem sido retratados como conspiradores no livro «O Código Da Vinci». Os fiéis seguidores de Josemaría Escrivá procuram ser santos, atingindo a perfeição em tudo o que fazem. Os numerários também se mortificam regularmente, atingindo as costas com uma espécie de corda de algodão (a que chamam disciplinas) e usando um arame (cilício) na perna.

Os testamentos dos membros do Opus Dei

O dinheiro não é um detalhe na relação individual de cada membro com o Opus Dei. Os seguidores de Escrivá que são casados (os supranumerários) devem doar mensalmente uma verba equivalente ao que gastam com um filho. Já os numerários, a elite constituída por membros que vivem em celibato em centros da Obra, têm de observar regras mais rígidas na relação com o dinheiro e com os bens materiais. Por exemplo, não podem aceitar ofertas que não entreguem ao centro onde vivem nem guardar dinheiro do salário sem autorização do director do centro – entregam tudo o que ganham e vivem com uma pequena mesada calculada em função das suas despesas fixas.

Os numerários têm de registar um testamento ao fim de seis anos e meio de ligação à instituição, quando fazem a chamada “fidelidade”, para o vínculo se tornar definitivo. O objectivo, segundo Pedro Gil, assessor de imprensa do Opus Dei, é “suavizar essa preocupação sobre o futuro” e permitir ao numerário “ter o coração mais liberto para a sua missão”. São livres de deixar os seus bens a quem entenderem, mas a esmagadora maioria acaba por dizer que pretende que fique tudo para a Obra.

Paulo Andrade
Paulo Andrade

O ex-numerário Paulo Andrade recorda que recebeu a indicação da cúpula da organização sobre as duas instituições do Opus Dei que devia indicar como beneficiárias, bem como os dois numerários que seriam os testamenteiros. Quando saiu da Obra, pediu que lhe devolvessem o testamento, mas não conseguiu: “Disseram-me que o iam destruir. Passou-se o mesmo com outras pessoas. Mas acho que, se me acontecesse alguma coisa, seriam os primeiros a apresentar-se com o documento.”

As heranças são assim, naturalmente, uma grande fonte de património para o Opus Dei. A Cooperativa de Fomento de Iniciativas Culturais (Cofic), entidade que financia o governo da Obra (em 2008, por exemplo, o seu orçamento ascendeu a 500 mil euros), dispõe de quatro imóveis localizados em Viseu que foram recebidos em 2007 pelo testamento de Nuno Girão, um numerário histórico, que dirigiu o Opus Dei durante o Estado Novo. São três edifícios na Rua Direita e uma residência para membros, que teriam um valor comercial de cerca de 1,1 milhões de euros, segundo uma estimativa feita no local a pedido da Sábado pelo avaliador Artur Augusto Rodrigues. Pela herança de outra numerária, a Cofic recebeu duas casas, com mais de 3.800 metros quadrados de área total, e um terreno com 5.250 metros quadrados no distrito de Coimbra.

Um palacete comprado à família Espírito Santo

Todos os membros da direcção e do conselho fiscal da Cofic são numerários e vivem em casas do Opus Dei. Entre os 18 imóveis da cooperativa, sobressai uma quinta no Paço do Lumiar, com uma área superior a 10 mil metros quadrados. É lá que está instalada a própria sede do Opus Dei em Portugal e onde vive o líder máximo (vigário regional), o padre José Rafael Espírito Santo. Não tem qualquer relação de parentesco com a família dos banqueiros Espírito Santo, que foi a proprietária do imóvel, ocupado a seguir ao 25 de Abril de 1974 por elementos do PCP. Em 1978, 11 filhos de Manuel Espírito Santo (presidente do BES entre 1955 e 1973) venderam a propriedade à Cofic, que teve de contrair junto da Caixa Geral de Depósitos um empréstimo no valor de 7.500 contos (meio milhão de euros a preços actuais), entretanto já amortizado. Não se sabe o preço negociado na altura, mas um perito imobiliário da Remax, que não viu o interior do palacete, estima que valha actualmente 19,6 milhões de euros no mercado.

Quinta no Paço do Lumiar
Quinta no Paço do Lumiar

Outro grande imóvel da Cofic, com 1.925 metros quadrados, fica no número 193 do Campo Grande, onde funciona o Clube Xénon, vocacionado para organizar actividades para rapazes e um dos principais pontos de captação de novas vocações, segundo o ex-numerário Paulo Andrade. Esta propriedade foi doada em 2006 pela ISCAL, Sociedade Imobiliária Civil, uma instituição administrada por três numerárias do Opus Dei, com sede numa quinta de Vila Nova de Gaia – trata-se da Quinta de Enxomil, onde a prelatura construiu um enorme edifício com dezenas de quartos para acolher os participantes nos seus retiros. Um centro semelhante, com essa mesma finalidade, foi erguido em Almançor, no Alentejo, em terrenos doados por Alfredo Cunhal (tio do líder histórico do PCP, Álvaro Cunhal) e fundador do Banco da Agricultura, onde Jardim Gonçalves e José Afonso Gil se conheceram.

“Começa-se pelas cabeças”

Assim que instituiu a fundação com o nome da antiga cliente, José Afonso Gil combinou com os dirigentes do Opus Dei que iria criar uma residência para estudantes universitários. “Começa-se pelas cabeças”, justifica à Sábado. Comprou então, por 550 mil contos (que correspondem hoje a cerca de 5,7 milhões de euros), um terreno junto à Universidade Católica e ainda conseguiu ficar com um espaço maior depois de negociar uma permuta com o então presidente da Câmara de Lisboa, Jorge Sampaio.

Foi aí que mandou construir a residência universitária de Montes Claros (com piscina, campo de futebol e pavilhão de squash) e o Oratório S. Josemaría Escrivá, inaugurado em 1998. Quem frequenta as missas do Opus Dei pode estacionar numa garagem com três pisos subterrâneos, que também pertence à Fundação. E ao lado está a AESE, Associação de Estudos Superiores de Empresas, igualmente controlada pela Obra. José Afonso Gil decidiu também adquirir uma moradia de 600 metros quadrados onde funciona o Clube Darca, um centro de actividades para raparigas, junto à Biblioteca Nacional.

Fundação Maria Antónia Barreiro
Fundação Maria Antónia Barreiro

Mas a maioria dos imóveis da Fundação Maria Antónia Barreiro concentra-se em Marvila, onde ficavam os armazéns de vinho de José Domingos Barreiro, o avô da benemérita. Aí, a Fundação tem 10 prédios, nove lojas e nove armazéns – um deles está arrendado há 22 anos a uma metalúrgica, que paga 2.398 euros mensais. Só este espaço, que tem quase 2.400 metros quadrados, valerá mais de meio milhão de euros. Ainda na zona oriental de Lisboa, a Fundação é proprietária de mais de metade da Rua Fernando Palha, onde vários edifícios são ocupados por espaços comerciais no rés-do-chão.

“Cá está a massa para safar isto”

Em 1993, José Afonso Gil, que era também advogado do BCP, vendeu os títulos do tesouro que a Fundação tinha herdado e recebeu 1,5 milhões de contos (cerca de 11,7 milhões de euros a preços actuais). Metade dessa verba foi logo investida na Fomento, cooperativa fundada em 1978 por um grupo de pais para administrar quatro colégios (onde a orientação espiritual está a cargo da prelatura) e que se encontrava numa situação financeira apertada. Jardim Gonçalves, um dos fundadores da cooperativa que manteve responsabilidades na sua gestão, conseguia que o BCP continuasse a dar crédito à Fomento, mas era cada vez mais difícil pagar as dívidas.

“Entreguei ao Jorge Jardim 700 e tal mil contos [mais de 5,4 milhões de euros a preços de hoje]. Ele até telefonou à mulher à minha frente e disse qualquer coisa como isto: ‘Olhe, cá está a massa para safar isto’”, recorda José Afonso Gil. O encontro entre os dois amigos deu-se no gabinete do então presidente do BCP na Rua Augusta. A Fundação Maria Antónia Barreiro ficou desde então credora dos colégios em 4 milhões de euros.

Colégio Mira Rio
Colégio Mira Rio

Dois dos actuais administradores da Fomento dirigem também uma outra cooperativa, a Socei, criada para gerir os valiosos imóveis onde estão instalados os colégios Planalto, em Telheiras, e Mira Rio, no Restelo. Um avaliador da Remax, a pedido da Sábado, estima que as duas moradias que constituem o Colégio Mira Rio possam valer 6,9 milhões de euros.

No Porto, o Colégio Cedros, que ocupa cerca de 15 mil metros quadrados em S. Pedro da Afurada, foi avaliado em 2,7 milhões de euros por João Saraiva, também da Remax. Junto a este colégio, a cooperativa possui dois terrenos com cinco mil metros quadrados com um valor comercial estimado em 640 mil euros.

A intervenção de Jardim Gonçalves

Jardim Gonçalves, que foi talvez o mais proeminente membro da Obra no mundo dos negócios, não participou apenas na gestão inicial dos colégios do Opus Dei. Ajudou também a fundar o Centro de Orientação Familiar, que promove acções de formação para casais e tem sede num terceiro andar da Travessa do Possolo, ao lado da residência de Cavaco Silva, em mais um imóvel da Fundação Maria Antónia Barreiro.

O banqueiro pertenceu ainda ao núcleo de fundadores da AESE, Associação de Estudos Superiores de Empresas, uma instituição criada em 1980 para dar formação em gestão de empresas “segundo uma perspectiva cristã do homem e da sociedade”. Pelo menos 18 dos 23 fundadores eram membros da Obra fundada por S. Josemaría Escrivá. Entre eles, além de José Afonso Gil estão também Osvaldo Aguiar, anterior administrador financeiro do governo do Opus Dei, Carvalho Cardoso, ex-presidente do Belenenses que colaborou com António Champalimaud e geriu a Mundial Confiança, e Silvério Martins, fundador do CDS e ex-administrador da Rádio Renascença e do Banco Pinto de Magalhães.

José Fonseca Pires
José Fonseca Pires

Uma figura-chave nos corpos sociais da AESE até há pouco tempo foi José Fonseca Pires, um médico de 45 anos que pertence ao governo do Opus Dei em Portugal, onde desempenha o cargo de vogal de São Gabriel, ou seja, é o responsável pelas actividades dos supranumerários, os membros que vivem com as respectivas famílias. É também o presidente da Sociedade Lusitana de Cultura.

Quem normalmente dá a cara pela instituição de ensino é o seu vice-presidente e director-geral, José Ramalho Fontes, que tem morada registada numa vivenda com piscina e campo de ténis, que partilha com outros membros do Opus Dei em Linda-a-Velha. Este imóvel tem um valor comercial estimado por um avaliador da Remax, a pedido da Sábado, em 3,2 milhões de euros e está registado em nome da Cofic, a cooperativa que financia o governo da Obra.

Capital de risco

Em Junho de 2007, a AESE diversificou investimentos e ajudou a fundar uma sociedade de capital de risco chamada Naves, entrando com 11,76% (132.888 euros) dos 1,13 milhões de euros de capital social, transformando-se na sua maior accionista. O domicílio fiscal da Naves é também o da escola superior, na Calçada da Palma de Baixo. Os lucros líquidos desta sociedade de capital de risco mais do que quadruplicaram entre 2008 e 2010 (de 45.928,61 para 191.042,23 euros) e o total do activo também não parou de subir (de 903.693,38 euros em 2007 para 1.255.203,98 em 2010).

A Naves tem, por sua vez, participações em duas sociedades: uma imobiliária de Gaia (chamada In Time) e a Várzea da Rainha Impressores, empresa presidida por Zita Seabra, que também dirige a Alethêia, precisamente a editora que em 2011 republicou a biografia de Josemaría Escrivá escrita por um dos mais antigos padres da prelatura, Hugo de Azevedo, e que foi apresentada no auditório da AESE a 9 de Janeiro de 2012 (dia em que o santo faria 110 anos).

AESE
AESE

A AESE serve também para cimentar a ligação entre o Opus Dei e o mundo empresarial, conta Paulo Andrade, que ajudou a fundar a Escola Profissional Val do Rio, em Oeiras, com outros membros do Opus Dei, em 1989. Para obter financiamento, recebeu indicações de Raul Diniz e Eugénio Viassa Monteiro, dois numerários que foram directores-gerais da AESE. Aconselharam-no a marcar uma reunião com um grupo de empresários, dizendo que ia da parte deles, para lhes solicitar apoio financeiro. Vasco Pessanha, presidente da Inapa, e Abel Pinheiro, do grupo Grão-Pará, não são membros do Opus Dei mas aceitaram contribuir com um donativo para a criação da escola.

Uma outra instituição ligada ao Opus Dei é o Centro de Actividades Culturais do Campo Grande: é proprietária do número 72 da Alameda das Linhas de Torres e do edifício número 300 do Campo Grande – este foi comprado a seguir à revolução de 1974 por 7 mil contos (o equivalente actual a 1 milhão de euros). Possui também a sede histórica do Opus Dei no Porto, onde funcionam o Colégio Universitário da Boavista e o Clube Vega. O Centro de Actividades Culturais do Campo Grande é dirigido por dois membros do governo da Obra em Portugal: José Reis, um ortopedista encarregado das actividades para jovens a nível nacional, e o padre Isaac Fernandez, que ocupa o cargo de delegado de estudos.

O Hotel 3 Pastorinhos

Hotel 3 Pastorinhos
Hotel 3 Pastorinhos

O membro do governo que lida mais de perto com questões financeiras é o que ocupa o cargo de administrador. Trata-se do numerário Joaquim Claro, que é o presidente do Hotel 3 Pastorinhos, em Fátima. Os outros dois membros do conselho de administração também são numerários: Vítor Cunha, engenheiro do Porto, e Pedro Gil, que é assessor de imprensa do Opus Dei e filho de José Afonso Gil, presidente da Fundação Maria Antónia Barreiro – entidade que possui quase todo o capital social do hotel.

Há 21 anos, a Fundação tinha como sócia a EATIS, Empresa de Actividades Turísticas Internacionais, uma sociedade anónima que dividiu o capital social em partes iguais por quatro numerários: Osvaldo Aguiar, Raul Diniz, Luís Rebelo Pereira e Pedro Gil.

O hotel de três estrelas fica a 50 metros do Santuário, mas, segundo os Relatórios e Contas, em 2010 teve apenas 1.426 euros de resultado líquido, valor substancialmente inferior aos 76 mil euros verificados em 2009. As receitas atingem praticamente 1 milhão de euros por ano, só que esse valor fica ligeiramente aquém das necessidades de financiamento. O hotel, que está avaliado pelas Finanças em 4,5 milhões de euros, não parece um grande negócio, mas tem uma importância estratégica para a Obra, por permitir a realização de retiros na capital religiosa do País, com autonomia, sem ter de recorrer, por exemplo, a casas de religiosas, diz um ex-membro da prelatura.

Uma mulher caprichosa e esbanjadora

Maria Antónia Barreiro pediu frequentemente ao seu motorista que a levasse a Fátima nos últimos meses de vida e ia à missa quase todas as semanas. Mas o dinheiro era a base de todas as suas relações: dava mesadas e roupa às amigas – e a uma delas ofereceu mesmo um apartamento no Algarve; casou-se apenas uma vez, com o filho de um industrial, mas divorciou-se ao fim de cinco anos, o que implicou a perda de uma grande parte do seu património.

Era uma mulher caprichosa e uma autêntica esbanjadora. Ia à Loja das Meias e comprava dois casacos iguais, prevendo logo a hipótese de alguém lhe roubar um. Comprou, de uma só vez, 32 lenços da Cartier numa loja da Rua Castilho. Pagou 1.500 contos (mais de 26 mil euros a preços actuais) por um relógio em ouro branco, só para fazer pirraça a uma amiga, mas irritou-se por a peça amarrotar as suas camisolas no pulso e foi devolvê-la à ourivesaria uma semana depois, pedindo apenas 250 contos, um sexto do preço inicial. E incitava o motorista a andar mais depressa, no seu Jaguar ou no BMW 635, que passou a ser utilizado pelo presidente da Fundação após a sua morte. Morreu com um problema cardíaco no Hospital da Cruz Vermelha, a 11 de Janeiro de 1986, menos de um ano depois de assinar a última versão do testamento.

No velório de Maria Antónia Barreiro, apareceu a amiga indicada no penúltimo testamento. Só quando se preparava para combinar com o advogado um encontro para receber os bens é que descobriu que afinal havia um testamento mais recente, que tinha anulado o outro documento.

Colégio Universitário dos Álamos
Colégio Universitário dos Álamos

O próximo grande investimento do Opus Dei, através da Fundação Maria Antónia Barreiro, é a construção da nova residência universitária feminina (Colégio Universitário dos Álamos) prevista para o n.º 189 do Campo Grande, um edifício degradado onde funcionou o histórico restaurante Quebra Bilhas e que pertencia, desde 1939, à Sociedade de Perfumarias Nally. O imóvel foi comprado em 2008 por 2 milhões de euros. Para financiar o negócio, a Fundação decidiu vender vários edifícios, incluindo 10 fracções de um prédio na Rua dos Correeiros, em Lisboa, que permitiram um encaixe de 770 mil euros.

José Afonso Gil tem já disponível todo o dinheiro de que precisa para construir a residência feminina, assim que a Câmara autorizar: são 4,5 milhões de euros. E admite que tem planos para o próximo grande investimento: um centro para tratar doentes que precisam de cuidados paliativos. Mas só avança depois de ouvir a opinião dos líderes do Opus Dei.

Fonte: Sábado

O que é natural (não) é (necessariamente) bom

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Alimentos Naturais
Alimentos Naturais

Um estudante de 26 anos da Pensilvânia foi passar férias à Índia. Como tinha dores nas costas começou a tomar quatro remédios à base de plantas usados pela medicina aiurvédica, uma prática muito antiga com origem na Índia. Após o regresso aos Estados Unidos continuou com os tratamentos. Passados três meses deu entrada no hospital com vários sintomas, como náuseas e vómitos com sangue. Tinha um nível de chumbo no sangue nove vezes superior ao normal. Foi tratado com ácido dimercaptossuccínico, um medicamento nada natural, preparado através de reacções químicas, que se liga ao chumbo e ajuda a removê-lo do corpo. Os sintomas desapareceram ao fim de três meses. E três anos depois os níveis de chumbo tinham baixado para valores próximos dos habituais.

O caso foi contado em Junho na revista científica BMJ. E não é único. Uma investigação de 2015 revelou que 40% dos utilizadores de medicina aiurvédica dos Estados Unidos têm quantidades demasiado elevadas de chumbo no sangue. Isto acontece porque alguns tratamentos de medicina aiurvédica combinam metais com extractos de plantas.

O ácido aristolóquico, presente nas plantas da família das aristolóquias, é outro exemplo de um produto natural com riscos relevantes. Entre 1991 e 1992 cerca de 100 mulheres foram hospitalizadas em Bruxelas com falência renal grave e a necessitar de hemodiálise. Todas tinham tomado comprimidos para emagrecer, com duas ervas medicinais chinesas. Apesar de não constar no rótulo, os comprimidos continham extractos da raiz de uma planta da família das aristolóquias, que causa graves problemas nos rins. As plantas tinham sido acidentalmente trocadas por causa da semelhança dos nomes em chinês. Esse é outro problema dos remédios com plantas medicinais: por vezes não sabemos bem o que está lá dentro.

Aristolochia, planta de onde é extraído o ácido aristolóquio
Aristolochia, planta de onde é extraído o ácido aristolóquio

Uma investigação realizada em 2013 nos Estados Unidos concluiu que 59% dos remédios à base de plantas continham espécies não listadas no rótulo. É improvável que tal pudesse acontecer com os Medicamentos convencionais, cuja produção e qualidade final é intensamente regulada e fiscalizada. Mas muitos remédios naturais são comercializados como suplementos alimentares. Por isso não têm de provar a sua eficácia e segurança do modo que é exigido aos Medicamentos convencionais. Não se sabe se funcionam, se são seguros, nem muito bem o que está lá dentro. Mesmo assim muitas pessoas acreditam que são bons simplesmente porque são naturais. Já agora, o que é um produto natural?

Natural é….

Cocaína. Morfina. Penicilina. Colesterol. Álcool. Cicuta. É o que tem em mente quando pensa em produtos naturais? São todos naturais, no sentido em que são produzidos por seres vivos sem necessidade de intervenção humana. Frequentemente “natural” define-se por oposição a “químico”, mas os produtos naturais também são necessariamente produtos químicos, cujos átomos se ligaram através de reacções químicas.

Nalguns países há regulamentos que restringem a utilização do termo “natural” em certos casos. Mas estes tendem a ser confusos e inconsistentes entre si. Uma directiva comunitária de 2008 aplicável à indústria alimentar restringe o uso do termo “natural” a componentes de origem vegetal, animal ou microbiológica, obtidos por um processo de preparação tradicional. A Food and Drug Administracion (FDA), o organismo que nos Estados Unidos regula a indústria alimentar e farmacêutica, acha que a designação é tão confusa que teve aberto, até Maio deste ano, um processo de consulta pública em que pedia opiniões sobre o uso do termo “natural”: o que é um produto natural e quais os requisitos que um produto deve ter para que possa exibir essa designação.

Milho de agricultura biológica
Milho de agricultura biológica

Pesticidas, químicos sintéticos, organismos geneticamente modificados, são questões que se levantam quando se discute a definição de produto natural. Mas vamos a um exemplo: o milho de agricultura biológica deve ser considerado um produto natural? Mesmo admitindo que não foi modificado através de técnicas modernas de biologia molecular, é o resultado de milhares de anos de selecção de sementes feita por gerações sucessivas de humanos. O milho, como o conhecemos, não existe na natureza.

As plantas medicinais têm efeitos fisiológicos e a sua toma pode interferir com a acção de Medicamentos convencionais. O Observatório de Interacções Planta-Medicamento, da Universidade de Coimbra, compila e divulga as interacções conhecidas. Açafrão-das-índias, açaí, alcaçuz, aloé, bagas de goji, cardo mariano, chá preto, chá verde, dente-de-leão, equinácea, hipericão, mangostão, noni e pau d’arco podem aumentar a toxicidade ou diminuir a eficácia de tratamentos para o cancro. Plantas como amieiro negro ou o trevo vermelho podem diminuir a eficácia da pílula contraceptiva. Também há plantas que podem interferir com os tratamentos para a diabetes, hipertensão e colesterol elevado.

A ideia popular de que “mal não faz” não é bem assim. Em alguns casos os produtos naturais podem ter efeitos adversos, que importa ter em conta.

Fonte: Público

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