Crop Circles (Círculos nas Plantações): O que são? (Apresentação do fenómeno)

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Crop Circles (Círculos nas Plantações)
Crop Circles (Círculos nas Plantações)

Círculos nas Plantações (no original “Crop Circles“) é um termo usado para se referir aos conjuntos de figuras geométricas desenhados em grandes campos cultivados amassando as plantas em partes da plantação. Estas figuras são melhor observadas de um ponto mais alto fazendo pouco sentido quando observadas ao nível da plantação.

O fenómeno já foi observado em vários países de todo o mundo, começando pela Inglaterra na década de 1970. Desde então foram sugeridas várias explicações que envolvem desde acontecimentos naturais a visitas de extra-terrestres. De facto os círculos nas plantações constituem um assunto recorrente na ufologia. Na cultura popular o assunto é muito explorado, sendo alvo de inúmeros filmes e livros.

História

O mundo começou a tomar conhecimento dos “círculos ingleses” a partir da década de 70, apesar destes círculos acontecerem há séculos. Os famosos “círculos ingleses“, os quais são chamados de círculos por força do hábito, têm sido documentados desde o Século XVI. Por que levamos tanto tempo para valida-los?

Considerados verdadeiras obras de arte por estudiosos e especialistas, estima-se que já foram descobertas em todo o mundo cerca de 10 mil destas enigmáticas figuras, sobretudo no sudoeste da Inglaterra (próximo à região onde se situa Stonehenge), onde a percentagem de incidência destas figuras chega a 98% dos círculos já encontrados. Os outros 2% foram encontrados na Austrália, Estados Unidos, França e Canadá.

Os círculos ingleses são na verdade um emaranhado de formas geométricas de diversos tamanhos dispostas de maneira organizada. Em alguns casos extremos, círculos compostos por mais de 200 figuras geométricas perfeitamente dispostas, numa extensão que vai além de 300 metros de comprimento, já foram encontrados sem que os estudiosos – incluindo os do governo britânico – tivessem a menor ideia de como foram feitos.

Os desenhos parecem ser específicos a cada ano, quase como capítulos num livro. Em 1994, houve uma proliferação do que se convencionou chamar de “insectogramas“, com figuras na forma de escorpiões, aranhas, teias de aranhas e outros insectos. Em 1995, os padrões pareciam sugerir sistemas solares, cinturões de asteróides e outras figuras planetárias. Em 1993, houve uma incidência de padrões geométricos.

Nestes círculos, ou em sua proximidade, nunca foram encontrados quaisquer traços ou pistas que indicassem como foram feitos ou por quem. Não há pegadas de pessoas, ou marcas de pneus de veículos, nem sinal de que as plantas no seu interior tenham sido manipuladas por humanos. Os círculos surgem simplesmente do nada, portando uma mensagem inexplicável e desafiando a nossa inteligência e Tecnologia.

Fraudes

Estima-se que cerca de 30% dos círculos encontrados sejam fraudes. Diversos motivos levam as pessoas a forjarem as figuras, entre elas estão a vontade de aparecer e ser notícia e principalmente a tentativa de desmoralizar os estudiosos do fenómeno. Há também aqueles grupos de pessoas que disputam entre si para ver quem faz o desenho mais bonito e mais próximo da realidade e para demonstrar suas habilidades artísticas.

O caso mais clássico de forjadores aconteceu há alguns anos. Dois idosos reformados de Preston Highs chamados Doug e Dave procuraram a imprensa britânica e reclamaram a si a autoria de alguns círculos descobertos na área de Alton Baines. A sua história correu o mundo e muitos deram como encerrado o caso dos círculos ingleses, porém, na presença dos jornalistas mal conseguiram desenhar tais figuras, resultando em formas mal acabadas, sem qualquer precisão e com poucos metros de diâmetro.

Os estudiosos mais experientes afirmam que os círculos forjados são mais facilmente identificados pois são realizados de forma irregular, sem a simetria ou a perfeição geométrica dos círculos verdadeiros e ainda ficam repletos de vestígios de quem os fez e de como.

As pesquisas continuam

Nem mesmo os estudiosos que acompanham os aparecimentos desde o começo da década de 80 se atrevem a esboçar alguma explicação para o fenómeno.

Nos meses de pico, que se estende entre Maio e Setembro (época em que as plantações estão próximas da colheita), milhares de estudiosos de todo o globo costumam reunir-se no sudoeste da Inglaterra atrás de novas figuras, que às vezes chegam a aparecer quase que diariamente.

É importante frisar que nenhum vestígio foi encontrado em qualquer círculo validado, a não ser uma certa forma de energia desconhecida ou não catalogada pela Ciência actual. Esta forma de energia produz uma mudança a nível genético nas plantas afectadas pelo fenómeno, a qual faz com que as suas sementes também sejam afectadas.

Actualmente, a Fundação Lawrence Rockfeller tem financiando pesquisas não convencionais, destinando-as largas somas de dinheiro, mas no entanto, ainda não foi encontrado nada de concreto sobre o fenómeno.

O efeito nas plantas e no solo

Os “círculos” só aparecem nas plantações de trigo, canoula e cevada. Os caules destas plantas, que normalmente quando entortados quebram-se, nas áreas onde o fenómeno ocorre, chegam a ser entortados em cerca de 90 graus.

O entortamento dos caules dá-se num ponto entre 20% e 80% da altura total das plantas. Às vezes, plantas situadas lado a lado na colheita, são entortadas em direcções opostas dentro do mesmo fenómeno.

Uma característica do fenómeno é que, quando entortadas, não é possível desentorta-las com o risco de quebra-las, continuando seu crescimento rasteiro ao chão.

Duas organizações têm feito um estudo do solo dos círculos. Elas são o Center for Crop Circles Studies in England e uma organização conhecida como ADAS Ltd., trabalhando com o Ministério da Agricultura Inglês. Um dos aspectos que eles descobriram é que os solos adquirem uma quantidade anormal de hidrogénio após cada formação. O único modo desta quantidade de hidrogénio aparecer assim seria se o solo recebesse uma carga eléctrica extremamente forte.

Descobertas significantes

Sabe-se hoje que cerca de 90% dos círculos genuínos surgem quase sempre nas mesmas áreas, ano após ano, e invariavelmente sobre ou muito perto de sítios arqueológicos de milhares de anos de idade.

Estes sítios arqueológicos às vezes estão enterrados e os estudiosos só se dão conta de que existem num determinado local quando lá surgem círculos…

Um factor interessante a se notar é que um certo número de círculos tem aparecido perto de usinas nucleares, o que nos leva a crer que os responsáveis pelos círculos estão preocupados com a nossa loucura nuclear.

Outro aspecto é o de que algumas pessoas afirmam ter sido afectadas depois de terem pisado dentro de uma destas formações. Alguns estudiosos comprovam estas histórias, como o Dr. Collete M. Dowell, que tal como outras pessoas, afirma que se sentiu extremamente ansioso ou agitado ao entrar em algumas das formações. Noutras, sentiu-se feliz, confuso entre outras emoções.

Conclusões

Existe concordância entre os estudiosos em pelo menos um ponto acerca do fenómeno: os círculos têm obrigatoriamente uma componente não terrestre. Ou seja: não são construídos pela inteligência humana.

Esta conclusão é sustentada pelo facto de que muitas testemunhas como fazendeiros, estudiosos e curiosos acampados nos locais nos seus momentos de pico vêem com certa frequência misteriosas luzes não identificadas a sobrevoarem as colheitas pouco antes dos círculos terem sido descobertos. Em alguns casos, certas bolas de luz foram até filmadas e fotografadas, embora com baixa qualidade.

De qualquer forma, o fenómeno dos “Círculos nas Plantações” continua no reino das suposições.

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