A Serpente Marinha avistada pelo Navio Hilary

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Serpente Marinha
Serpente Marinha

Em Maio de 1917, o navio cargueiro Hilary, de 6 mil toneladas e equipado com algumas armas, atravessava águas calmas nas proximidades da Islândia, quando o vigia avistou alguma coisa grande na “superfície do mar”. Temendo um ataque de surpresa de um submarino alemão, o capitão F. W. Dean alertou os artilheiros e ordenou para  direccionarem o navio para o “alvo” e ir de encontro ao mesmo rapidamente.

Mas Dean e os tripulantes não encontraram nenhum submarino inimigo. O que eles viram foi um mistério marinho. A uma distância de 30 metros, o capitão viu, com surpresa, uma cabeça, com a forma da de uma vaca, mas muito maior, subir à superfície. Não havia nem chifres nem orelhas. A cabeça, conforme as descrições, era preta, exceto na parte frontal do focinho, onde podia-se ver claramente uma faixa de carne esbranquiçada, mais ou menos como a que existe entre as narinas de uma vaca. As testemunhas viram também uma barbatana dorsal, com mais de 1 metro de altura, fina e mole. A criatura tinha cerca de 20 metros de comprimento, sendo que uns 6 metros eram constituídos de pescoço fibroso.

Então, num dos erros mais infelizes de toda a história marítima e zoológica, Dean decidiu que os artilheiros podiam treinar a pontaria. Afastando o navio a uma distância de 1 200 metros, ordenou que abrissem fogo. Um tiro directo atingiu a criatura. Os espasmos da sua morte agitaram a água, e o “submarino vivo” afundou-se para sempre.

Dois dias mais tarde, em 25 de Maio de 1917, o Hilary foi avistado por um submarino de verdade. Mesmo assim, os seus tripulantes tiveram um destino melhor do que a serpente marinha que afundaram, pois muitos deles sobreviveram para lutar outra vez.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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