Huldufólk: Os Duendes da Islândia

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Huldufolk
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Dificilmente encontraremos um lugar no mundo onde as pessoas não tenham, pelo menos uma vez, acreditado na existência de uma raça oculta de pequenos homens com poderes sobrenaturais. A crença de que há homenzinhos escondidos persiste até mesmo na Europa moderna, especialmente na Islândia, nação com excelente sistema educacional e alto índice de alfabetização.

“Os que me contaram tais histórias, são pessoas honestas e muitas delas não acreditavam nessas criaturas, até terem a oportunidade de vê-las pessoalmente”, revela Helgi Hallgrimsson, gerente do museu de história natural de Akureyri.

Ao que parece, esses duendes costumam proteger o seu território e provocam problemas intermináveis àqueles que tentam invadi-lo. Em 1962, quando o novo porto de Akureyri estava a ser construído, os trabalhadores tentaram explodir algumas rochas, sem sucesso. Por mais que tentassem, o equipamento não funcionava no momento crítico. Os trabalhadores sofriam acidentes de trabalho ou adoeciam sem motivo aparente.

Finalmente, um jovem chamado Olafur Baldursson apresentou-se para declarar que os duendes estavam descontentes, porque moravam no local das explosões. Ele ofereceu o seu auxílio como mediador, afirmando que, se as autoridades municipais quisessem, chegaria a um entendimento com os homenzinhos. As autoridades concordaram e no devido tempo, os duendes ficaram satisfeitos. Pelo menos foi a conclusão a que elas chegaram, porque, depois que Baldursson declarou que tudo já havia sido acertado, o trabalho prosseguiu, sem mais problemas.

Essa não foi a última vez que os duendes aparentemente agiram para proteger o seu território. Em 1984, quando o departamento rodoviário da Islândia tentou construir uma nova estrada perto de Akureyri, os operários da empreiteira sofreram doenças estranhas e as escavadeiras ficavam danificadas sem razão aparente.

Nem todos os islandeses estão preparados para acreditar nos pequenos homens escondidos, é claro. Thor Magnusson, por exemplo, recusa-se a aceitar as várias aparições, ao dizer:

“Pessoalmente, eu acho que aqueles que vêem duendes deveriam submeter-se a uma consulta oftalmológica”.

Contudo, os que crêem discordam dele. Helgi, o gerente do museu, rebate:

“Existem muitas coisas na natureza que a Ciência ainda não tem condições de explicar”.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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