A Profecia do Assassinato de Rasputin

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Grigoriy Yefimovich Rasputin
Grigoriy Yefimovich Rasputin

O conde Louis Harmon, mais conhecido pelo seu nome artístico de Cheiro, famoso clarividente e quiromante, era amplamente lisonjeado pela nobreza do início do Século XX por causa das suas previsões incrivelmente precisas.

Em 1905, por exemplo, durante uma reunião com o controvertido Grigori Yefimovitch Rasputin, místico russo conhecido como “O Monge Louco“, Cheiro advertiu-o sobre o destino que o aguardava.

“Vejo para você um fim violento dentro do palácio.Você será ameaçado por veneno, punhal e por balas. Finalmente, vejo as águas geladas do Neva fechando-se sobre si”, disse ele.

A subsequente carreira diversificada de Rasputin, como guia espiritual da czarina Alexandra Fiodorovna e da sua família, certamente resultou em vários inimigos na corte imperial russa. Mesmo assim, ele não desconfiou quando o príncipe Felix Yusupov o convidou a ir ao seu palácio para jantar, na noite de 29 de Dezembro de 1916, prometendo-lhe um encontro com uma mulher da corte que gostaria de conhecê-lo. Recusando vinho e chá, Rasputin comeu alguns pedaços do bolo ao qual o príncipe adicionara cianeto de potássio. Yusupov ficou surpreso ao ver Rasputin consumir vários pedaços sem demonstrar nenhum efeito.

O príncipe então sacou de uma pistola e disparou sobre Rasputin, pelas costas. Enquanto estava curvado sobre o corpo, os olhos de Rasputin abriram-se e seguiu-se uma luta desesperada. Outros conspiradores vieram ajudar o príncipe. Um deles, chamado Purishkevich, disparou mais duas balas no corpo de Rasputin. Yusupov então atingiu o “monge” caído com uma barra de aço.

O príncipe e os seus ajudantes amarraram os braços de Rasputin e carregaram o seu corpo, aparentemente já sem vida, até ao Neva. Fazendo um furo no gelo, eles enfiaram o corpo no rio, mas Rasputin voltou à vida, outra vez. O seu último acto foi fazer o “sinal da cruz”. Em seguida, foi para o fundo das águas geladas, cumprindo a profecia de Cheiro e uma das suas próprias. Antes do seu assassinato, Rasputin advertira a família real:

“Se eu for morto por assassinos comuns, vocês não terão nada a temer. Mas, se eu for assassinado por nobres e se eles derramarem o meu sangue, as suas mãos ficarão manchadas. Irmãos matarão irmãos e não restará nenhum nobre no país”.

Naquele mesmo ano, os bolcheviques preparavam a Revolução Russa. No dia 16 de Julho de 1917, o czar e a sua família foram assassinados em Ekaterinburgo. E os nobres descobriram que permanecer na Rússia era altamente perigoso à saúde.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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