O Mistério das Luzes Fantasma

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Fogo Fátuo
Fogo Fátuo

Os galeses chamavam-nas de velas de cadáveres e associavam os glóbulos fantasmagóricos de luzes dançantes com uma morte iminente. Elas também já foram chamadas de luzes fantasmas e fogo-fátuo.

No seu livro «British Goblins», Wirt Sikes, ex-cônsul dos Estados Unidos da América no País de Gales, recolheu diversos relatos de testemunhas sobre essas luzes misteriosas, inclusive um em que os passageiros de um autocarro entre Llandilo e Carmathen viram três pálidas luzes, quando atravessavam uma ponte sobre um rio em Golden Grove. Três homens morreram afogados no mesmo lugar, poucos dias depois, quando o seu pequeno barco virou-se violentamente.

John Aubrey, autor de «Miscellanies», contou a história de uma mulher que afirmou ter visto cinco luzes a pairar na sala recentemente pintada da casa onde trabalhava. Ela disse que foi aceso um fogo para secar as paredes e cinco outros trabalhadores morreram em consequência desse fumo.

Outras histórias sobre luzes fantasmas podem ser encontradas na colecção enciclopédica «Lightning, Auroras and Nocturnal Lights», de Corliss. Uma história particularmente assustadora é contada por um homem de Lincoln, Inglaterra, que passeava com o seu cavalo na primavera de 1913.

“Durante o meu passeio, um fogo-fátuo chamou a minha atenção, seguindo na mesma direcção para onde eu estava a ir. O seu movimento era irregular, às vezes perto da superfície e então, de repente, ele se elevou a uma altura de quase 2 metros. Segui a luz com todo cuidado durante uma certa distância, pois eu estava decidido a, se possível, inspecionar melhor aquele “meu guia luminoso”. Como a noite estava muito escura, eu tinha todas as condições favoráveis para a minha observação. À distância, a luz fez uma manobra e parou no meio da estrada. Desmontei, na esperança de capturá-la. Mas fiquei decepcionado, pois à minha aproximação, talvez pelo barulho que fiz, ou por algum outro motivo, ela de repente se levantou, permaneceu a uns 60 centímetros de altura do solo, iluminou um aterro e prosseguiu o seu curso em linha recta sobre os campos contíguos. Os grandes e profundos diques impossibilitaram a minha perseguição. Mas os meus olhos seguiram o seu movimento constante até o seu brilho se perder com a distância”, disse ele.

Fonte: Livro «O Livro dos Fenómenos Estranhos» de Charles Berlitz

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