A Influência dos Illuminati na Reunificação da Alemanha

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1983
Queda do Muro de Berlim em Outubro de 1990
Queda do Muro de Berlim em Outubro de 1990

URSS e o comunismo, tendo assumido seu papel de “besta negra”, podia-se no presente esquecer-se deles. Sob a pressão do inimigo russo, havia-se obrigado as nações ocidentais a concluir pactos, tais como a ONU e a OTAN, cujas leis tinham prioridade sobre as leis nacionais. Foi um sucesso total. O tempo tinha chegado agora de reunir oficialmente os Estados Unidos e a URSS, se bem que nunca houve verdadeiramente uma separação nos domínios da produção de armas e capital.

Será por acaso que os soviéticos, assim como os americanos tinham o pentagrama (estrela com cinco pontas) sobre todas as suas armas, os seus aviões e os seus carros e que esse pentagrama seja também o símbolo de Estado (Estrela Vermelha, Pentágono) ? Assim também o “olho que tudo vê” dos Illuminati encontra-se não somente sobre o selo do Estado americano, mas também no centro do emblema do regime marxista.

Deve-se mais uma vez ainda ao Big Brother a colocação em cena e a continuação dos acontecimentos, pois a sua finalidade era ter um exército mundial controlado pela ONU.

A queda da cotação do petróleo em 1986 tinha sacudido fortemente a Economia planificada dos soviéticos. A actividade que mais tinha rendido divisas ao Kremlin desde os anos 70 foi a exportação de petróleo para o Ocidente. Os benefícios começaram a diminuir precisamente quando Gorbatchev prometeu com as suas reformas mais do que ele podia manter. O caos económico contribuiu para que Moscovo deixasse sucumbir os países satélites da Europa oriental. Muitos soviéticos investiram na Alemanha reunificada, que seria um bom parceiro para reerguer a Economia soviética.

Em Novembro de 1989, o domínio soviético da República Democrática Alemã (RDA) começou a rachar-se. Sob a pressão dos refugiados que fugiam para a Hungria e do movimento de liberdade que se respirava nas ruas da RDA, a velha RDA foi varrida em algumas semanas.

Enquanto se festejava o fim dramático da ditadura comunista, os Illuminati receavam que o povo saísse vencedor de uma revolução na Europa oriental. Eles receavam também que uma alternativa na Política económica dos Estados Unidos pudesse desenvolver-se na Alemanha. Por isso, rapidamente fizeram circular a palavra chave quarto Reich na Imprensa anglo-americana.

As estratégias políticas em Londres e em Washington viram claramente as consequências a longo prazo da unidade alemã e, portanto, de uma Alemanha novamente forte e eventualmente independente.

Eles estavam conscientes do perigo que apresentava esse projecto de uma Alemanha poderosa que, graças à força e à fé de 85 milhões de seres humanos, poderia tornar-se um sucesso, se bem que contra a vontade dos Illuminati. Outros países poderiam sair da sua letargia e serem conduzidos para o mesmo caminho.

No verão de 1990, o governo de Thatcher reforçou, segundo as referências de Londres, as actividades do serviço secreto britânico na Alemanha e inaugurou, com essa finalidade, uma nova secção dos serviços secretos. O governo Bush também fez tentativas para estender as sua influência na Política alemã. Não faz parte dos planos dos Illuminati que um país se desenvolva livremente e leve em conta os interesses do povo.

Por isso Alfred Herrhausen, porta-voz do comité direcional do Deutsche Bank e membro dos Bilderberger, foi assassinado em 30 de Novembro de 1989 por assassinos profissionais (e não pela Facção Exército Vermelho). Herrhausen era um importante conselheiro de Köhl. Apenas alguns dias antes ele havia dado uma entrevista ao Wall Street Journal para desenvolver os seus objectivos sobre a reconstrução da Alemanha oriental.

Segundo ele, a Alemanha tornar-se-ia numa década, na nação industrial mais avançada da EuropaHerrhausen tinha pensado também propor um programa para converter as dívidas do terceiro mundo. Ele opôs-se claramente ao sistema do establishment, o que exprimiu na conferência dos Bilderberger em 1988 assim também como por ocasião de uma sessão da American Chamber of Commerce, igualmente em 1988. Mais tarde foi Detlev Rohwedder, chefe da Treuhand, que foi assassinado com um tiro de fuzil. Ao contrário, o atentado cometido contra a pessoa do ministro do interior da RFA, Wolfgang Schäuble, não foi fatal. Todos esses atentados tiveram relação com o programa da reconstrução da Alemanha oriental.

É uma maldosa leviandade apresentar o fantasma da Facção Exército Vermelho como autora do crime contra Herrhausen. Ele era uma das personalidades mais ameaçadas na Alemanha e havia tomado numerosas medidas de segurança a esse respeito. O serviço de segurança do Deutsche Bank estava encarregado de protegê-lo, a polícia vigiava constantemente os arredores de sua residência, e unidades especialmente formadas e equipadas, saídas de um comando de intervenção mobilizada de Hesse (MEK), observavam ininterruptamente os arredores da sua residência. Mas os autores do atentado conseguiram cavar um buraco na rua em Bad Homberg, e aí depositar um cabo e fechar o buraco com asfalto sem que ficasse perceptível. O advogado federal general von Stahl expôs diante dos deputados do parlamento federal alemão o facto seguinte: esse atentado tinha sido programado oito dias antes e os assassinos já tinham instalado quase todos os elementos explosivos, nisso compreendido o cabo, que foi identificado mais tarde e estava ligado ao explosivo.

No dia do atentado, os autores do crime instalaram uma barreira óptica no lugar e colocaram a bomba montada sobre uma bicicleta de forma que o veículo de Herrhausen fosse obrigado a passar bem ao lado. Uma patrulha de polícia a pé controlou, meia hora antes do atentado, o lugar onde todos os preparativos foram feitos. Não perceberam nada. É estranho: não longe desse lugar, o guarda de uma piscina coberta teria reparado, também meia hora antes, nalguns rapazes com um comportamento suspeito. Além do mais, a armadilha explosiva, acionada pela barreira óptica, não podia entrar em ação a não ser que o veículo de Herrhausen passasse primeiro.

O presidente precedente do Ofício Federal para a protecção da constituição, Dr. Richard Meier declarou ao parlamento federal alemão, uma semana após o atentado, que retiraram o veículo que encabeçava o comboio de Herrhausen, composto de três viaturas (A Facção Exército Vermelho teria telefonado para explicar que o veículo estava danificado pelo atentado?).

O facto de que a bomba tinha a forma de uma carga oca prova que os autores do atentado tinham grande experiência na manipulação de explosivos militares. A onda de pressão de tal bomba não se difunde por todos os lados, mas toma a forma de um feixe, o que faz com que se possa dirigi-la sobre um alvo preciso.

A construção dessa bomba e também o facto de se conhecer os pontos fracos dessa limousine blindada Mercedes-Benz, cujos vidros laterais se abrem – o facto conhecido por alguns especialistas de segurança – impedem, mesmo com a melhor vontade do mundo, de colocar esse acto criminoso na responsabilidade dos terroristas da Facção Exército Vermelho ou de principiantes. As autoridades no assunto não encontraram no lugar do crime nenhum traço que pudesse indicar os culpados apenas um papel com a estrela de cinco pontas, a reprodução da metralhadora Heckler & Koch com a inscrição RAF e as palavras “comando Wolfgang Beer”, o que, por si só, não é uma prova. Como todas as acções reinvidicadas pela Facção Exército Vermelho (RAF) – desde que a pretensa segunda geração da RAF com Christian Klar foi presa e desde a passagem para a clandestinidade de uma parte dos terroristas na RDA desde a época de 1984 – não houve nem há uma só prova que possa permitir afirmar-se que existam pessoas pertencentes realmente a uma organização terrorista de esquerda RAF.

Mapa das duas Alemanhas
Mapa das duas Alemanhas

Não existe nenhuma marca digital, nenhum traço de saliva nas baganas, nenhum cabelo e nenhum indício que permitam dizer que eles sejam culpados de, durante nove anos, lançar bombas sob o nome de Facção Exército Vermelho e de, recentemente, terem até dinamitado prisões. A carta reinvidicando o atentado contra Herrhausen foi tão ridícula que o ministro do interior dessa época, Schäuble, enfatizou que ela contrastava, de forma grosseira, com a perfeição técnica e a gravidade do atentado. Existe uma falta total de provas e mesmo de indícios, indicando a culpabilidade de uma organização de terroristas da RAF, entretanto, os serviços de segurança do Estado alemão acusam sempre a RAF de ser a autora do crime.

1 de Julho de 1992, os autores da HR e da WDR (canais de televisão alemães) tornaram pela primeira vez públicos os resultados das suas pesquisas no programa Brennpunkt com o título «O Fim da Lenda da Facção Exército Vermelho». Eles emitiram a tese de que a pretendida “terceira geração RAF”, que é oficialmente a autora dos crimes terroristas destes últimos anos, não seria mais do que uma lenda sem fundamento.

Os autores Wolfgang LandgraeberEkkehard Sieker e Gerhard Wisnewski aprofundaram a sua tese no livro sobre o fantasma da RFA que apareceu nas edições Knaur. Os seus argumentos principais são: 

  • 1. Contrariamente à primeira geração da Facção Exército Vermelho (Meinhof, Bader, Ensslin) e a segunda (Susanne AlbrechtChristian Klar) a pretendida terceira geração nunca deixou o menor traço de indício sobre o lugar do crime;
  • 2. As pessoas que pertenciam à terceira geração da Facção Exército Vermelho, como por exemplo Christian Seidler, desapareceram todas desde meados dos anos 80 sem deixar traços e sem jamais dar sinal de vida;
  • 3. A hipótese de que terroristas dirigem a partir da sua prisão a Facção Exército Vermelho é fortemente colocada em dúvida ou mesmo excluída pelos especialistas. As directrizes do comando devem emanar de outro lugar;
  • 4. Os únicos indícios que permitiram a conclusão de que os atentados desses sete últimos anos emanam da Facção Exército Vermelho eram as cartas a reinvidicar esses actos qualificados de autênticos pelos serviços de segurança alemão. Mas os métodos aplicados não resistem a uma verificação;
  • 5. No meio da transmissão, houve uma entrevista com a principal testemunha do caso HerrhausenSiegfried Nonne, que retratou seu testemunho de Janeiro de 1992.

Ele explicou que colaboradores do órgão de protecção da constituição de Hesse tinham-no ameaçado aprisioná-lo ou matá-lo e haviam-no obrigado a fazer um falso testemunho; quer dizer, a declarar que ele havia hospedado os culpados no seu apartamento em Bad Homburg e que ele tinha preparado com eles o atentado contra a pessoa de Alfred Herrhausen.

A equipa de televisão tirou essa conclusão cheia de consequências: a terceira geração da Facção Exército Vermelho é um fantasma mantido artificialmente, visando uma finalidade consciente e desejada de enganar o povo. Além disso, a equipa suspeitou de que a direcção Política da República Federal da Alemanha não somente tolerou, mas até mesmo contribuiu, no fim dos anos 70 e no início dos anos 80, para que grande parte dos membros da Facção Exército Vermelho desaparecesse na RDA da época.

De facto é verdade que não somente os serviços aliados, mas também as autoridades e os serviços alemães tenham sabido que esses ex-membros da Facção Exército Vermelho tinham passado clandestinamente para a RDA. Deram a entender ao público que esses ex-membros, procurados sem cessar por meio de cartazes com os seus retratos, ter-se-iam misturado com os atentados cometidos nos anos 80. Por ocasião do último atentado que eles aparentemente reinvidicaram, isto é, a dinamitação profissional de uma prisão em Weiterstadt, foi encontrado, como habitualmente, somente um papel com o emblema deles e o nome do comando: senão não haveria nenhum traço, nenhum erro, nenhuma testemunha.

O jornalista italiano Cipriani teve uma entrevista com o ex-coronel da aeronáutica dos Estados UnidosFletcher Prouty. Este percebeu o motivo da morte de Herrhausen nas onze primeiras páginas de um discurso que Herrhausen queria fazer nos Estados Unidos quatro dias após o atentado. Herrhausen  revelava nele a sua visão de uma nova forma que poderia ser usada entre as relações da Europa oriental e ocidental, o que teria como consequência modificar o destino do mundo.

O coronel Prouty acrescentou na entrevista que Alfred HerrhausenJohn F. KennedyAldo MoroEnrico Mattei e Olof Palme tinham todos sido assassinados pelo mesmo motivo – nenhum deles teria aceitado que o mundo fosse controlado pelos condomínios de Yalta. Todos esses atentados foram provocados por uma pequena elite que queria o seu poder baseado na ideia de uma Pax Mondiale (Paz Mundial) ameaçada.

Observação sobre a situação actual:

A onda de pessoas que chegava à Alemanha a pedir asilo foi programada intencionalmente e faz parte do grande plano da elite que deseja erigir a Nova Ordem Mundial. Ela serve para atiçar a xenofobia nesse país, que ocasionou a subida dos partidos de direita e a multiplicação dos actos de violência cometidos pelos meios de direita contra os deficientes e pedintes de asilo. Estes servem para justificar a propaganda lançada pelo establishment anglo-americano do quarto Reich.

Desde a reunificação da Alemanha e do desdobramento que se seguiu da ordem do mundo estabelecida em Versalhes e em Yalta, a classe Política alemã recusou-se a responder publicamente aos ataques de propaganda com visões geopolíticas (“a ressurreição do quarto Reich”). Pelo contrário, o caminho agressivo seguido na Política económica por certas pessoas influentes, como, por exemplo, o presidente da Comissão Trilateral EuropeiaOtto Graf Lambsdorff, provocou efeitos similares às metas seguidas pelos poderes com visões geopolíticas: querendo evitar toda e qualquer ruptura com a Política do Fundo Monetário Internacional, que malogrou, e querendo oprimir as iniciativas alemãs.

O facto de Peter Glotz, que fazia parte dos dirigentes do SPD (Partido Social-Democrata Alemão), ter-se levantado com propostas coléricas contra aqueles que condenavam a agressão da grande Sérvia na primeira página do jornal Frankfurter Allgemeine mostra também que as tendências geopolíticas estão presentes na Alemanha. Os poderes com visões geopolíticas – a Inglaterra, a França e os Estados Unidos – desejam outro Médio Oriente, um foco de crise permanente no sul da Europa – a guerra da Jugoslávia – para impedir a edificação de uma nova ordem eurasiana no centro da qual se encontram a Rússia, a França e a Alemanha. Se há um país que possa influenciar os acontecimentos na Europa oriental , esse país é a Alemanha.

Mapa das duas Alemanhas
Mapa das duas Alemanhas

Lord Castlereaghs, o manipulador chefe do Congresso de Viena, descreveu, de que forma querem imitar o poder da Alemanha na Europa – em pleno acordo com o plano dos “Sábios de Sião”:

“O poder da Alemanha na nova Europa deve ser limitado, para isso é preciso exigir dos alemães que eles façam parte mais activamente da OTAN e de outras organizações internacionais, mas os Estados Unidos devem ao mesmo tempo colaborar estreitamente com a Grã-Bretanha, com a França e com outros países, para limitar a influência da Alemanha no seio dessas organizações.”

As forças geopolíticas em Londres, em Paris e Washington fazem de tudo para frustrar as tentativas lançadas por aqueles que não querem que a influência da Alemanha seja limitada. Essa Política opõe-se, por exemplo, aos esforços alemães propostos para sustentar o desenvolvimento no Oriente.

A vulnerabilidade e a fraqueza do chanceler Helmut Kohl e de seu governo não poderiam ser melhor demonstrada para o mundo do que pelo assassinato do Dr. Alfred Herrhausen, porta-voz do comité director do Deutsche Bank, por terroristas, ter acontecido, como que por acaso, no mês da queda do muro, em Novembro de 1989. Os autores e executores desse atentado estão ainda hoje em liberdade. Eles não são conhecidos, portanto, não são perseguidos e podem andar livremente pelo mundo todo.  Graças à sua perspicácia Alfred Herrhausen já tinha proposto desde há algum tempo um perdão das dívidas aos países em fase de desenvolvimento, especialmente para o ano de 1987, ano do grande crash. Mas quando ele exigiu, também, um plano de reconstrução económica para a Europa oriental, as suas propostas tornaram-se completamente inaceitáveis aos olhos dos seus inimigos. Herrhausen falava de um banco polaco de desenvolvimento estabelecido segundo o modelo do banco de crédito para a reconstrução.

O coronel Prouty não foi o único a perceber que Herrhausen colidia com as leis não escritas dos poderes monetários de Londres e de Nova Iorque. Não foi preciso muita coisa mais para que os seus inimigos passassem à acção. Enquanto o sistema comunista no Oriente se desmoronava, o chanceler Kohl não soube iniciar uma mudança global para uma verdadeira reconstrução económica do Oriente. Isso teria exigido que ele rompesse com os círculos monetários todo-poderosos no seu país assim como no estrangeiro, e isso teria feito vacilar nas suas bases as relações tradicionais de poder existente entre os poderes que saíram vitoriosos da guerra. Após a morte de HerrhausenHelmut Kohl, se acreditarmos no Spiegel, reconheceu que ele tinha perdido um conselheiro íntimo, um bom estrategista e que, desde o seu desaparecimento, os espíritos mercantis multiplicavam-se na Alemanha.

Kohl e o seu governo não ousaram expor ao público o lado íntimo desse crime horrível nem impulsionar as forças da polícia e as autoridades encarregadas da investigação judicial a fim de que pudessem prender os assassinos e os instigadores, para que as suas intenções fossem elucidadas e os seus actos expiados. Preferiram fazer com que o público acreditasse, com auxílio, entre outros, de depoimentos falsificados, que se tratava de uma terceira geração da Facção Exército Vermelho.

Três anos e meio após o assassinato de Herrhausen, a lacuna deixada pelo seu desaparecimento apareceu bem claramente. No meio do patronato e dos dirigentes da Economia, da Ciência e das pesquisas, vemos sempre a necessidade de um plano de desenvolvimento LaRouche no triângulo produtivo “Paris – Berlim – Viena” que melhora muito as infraestruturas nos sectores da Energia, dos transportes e na planificação das águas como propulsora do desenvolvimento eurasiano. Mas ninguém está pronto a arriscar a vida, após a morte de Herrhausen, para o bom êxito das mudanças necessárias que vão de encontro à ideologia preponderante dos poderes monetários.

Após a morte de Herrhausen e de Rohwedder, as correntes políticas que se ligaram a uma Política económica radical, conforme a pior doutrina do câmbio livre – levaram a melhor na Alemanha. Agora, após a primeira onda de greves, depois de sessenta anos, nas novas Lander, alguns reconheciam toda a amplitude e as consequências devastadoras dessa Política que visa a arruinar a Economia. A cifra oficial dos desempregados atingirá logo quatro milhões e, entre estes, mais de 400.000 jovens. Prognos espera que a taxa de desemprego se eleve 17% e que o número de desempregados atinja então 7,5 milhões.

A Imprensa, que já havia antes falado do perigo do quarto Reich, serve-se, para confirmar a sua tese da escalada do neonazismo, das explosões de violência que visam em particular os estrangeiros mas também os deficientes e os desabrigados; 17 pessoas foram vitimas em 1992, entre elas 7 estrangeiros.

O governo alemão tenta corrigir essa imagem deformada, mostrando outros aspectos dessa realidade. Desde o Outono de 1992, mais de três milhões de alemães e de estrangeiros andaram juntos pelas ruas, com velas nas mãos, para mostrar a sua solidariedade contra a xenofobia (aversão aos estrangeiros).

Quem são os culpados? Mais de 70% dos acusados têm menos de 20 anos. Eles cresceram após a reforma da educação de Willy Brandt na Alemanha ocidental; foram criados por pais que tinham sido impregnados, também eles, pelo ensinamento da Frankfurter Schule (Escola de Frankfurt) através da escola, do rádio e da televisão. O maior número de actos de violência qualificados de extrema direita deu-se na Renânia do Norte – Westphalia – mais de 500 – a Land mais populosa, seguida por Baden– Würtemberg (250) e por Brandenburgo (229).

A persuasão imposta à população por essa imagem deformada na Alemanha e noutros países revela os objectivos geopolíticos (enfraquecimento das tentativas de reconstrução no Leste). É também sinal de uma grande hipocrisia.

Com apoio de documentos oficiais assim como entrevistas actuais podemos perceber porque na Alemanha, as acções dos racistas zelosos e de skinheads americanos remontam a muitos anos atrás, até os anos 70. O que é chocante, e que o NSDAP/AO (Partido Alemão Nacional-Socialista no estrangeiro) na América, dirigido por Gary Rex Lauck, pode desenvolver visivelmente actividades, até hoje, do outro lado do oceano, com os seus camaradas alemães – entre os quais Michael Kühnen, morto de HIV, que era um partidário próximo a Lauck – sem ser molestado pelas autoridades americanas ou pelos controlos de fronteira. São também chocantes os índices que, cada dia mais numerosos, fazem crer num auxílio benevolente de um serviço secreto que sustenta edificação de um movimento neonazis, conhecido pela sua brutalidade na Alemanha e também nos Estados Unidos.

Os oponentes a esse movimento são os autónomos da Antifa, movimento criado pelas antigas organizações de Stasi, que congrega, digamos, aqueles que o regime Nazi perseguiu, seja a VVN, associação que foi financiada directamente pela Stasi e pela ex-RDA, a qual colabora hoje com a BDA (Bund der Antifaschisten – Liga dos Antifascistas) e se faz passar pela ponta de lança do “combate antifascista”. Esses opositores e o movimento neonazi reúnem cada um cerca de 6.000 militantes que semeiam a violência. Ambos são instrumentos de uma estratégia de tensão que visa minar a paz interior e exterior da Alemanha.

Assim, como podeis ver, os Illuminati, de novo, segundo o método de Maquiavel, que está comprovado, têm financiado os dois campos, o que faz com que eles os controlem. De um lado, encontra-se a corrente do Rito Escocês franco-maçónico (KKK, B’ nai B’ rith, Liga da Antidifamação (ADL), NSDAP/AO) que vai até o meio dos neonazis e dos skinheads alemães; e de outro, a organização da Stasi, controlada pelo sistema comunista, organização que se estende até o meio da extrema-esquerda e até a Antifa.

Gesinnungsgemeinschaft der neuen Front, (GDNF – Os amigos políticos da nova frente), fundada por Küknen em 1977, faz parte, com 400 membros, de um dos mais importantes grupos de introdução estreitamente ligados ao NSDAP/AO. Por outro lado, grande parte do material de propaganda do Freie Deutsche Arbeiterpatei (FAP– Partido trabalhador livre da Alemanha), foi libertada pela NSDAP/AO.

Chega-se a descobrir outras imbricações que são as mais interessantes, por exemplo, que o chefe do grupo dos skinheads ingleses ScrewdriverIan Stuart, colaborou com os extremistas de direita do British National Front. Até 1985, eles faziam parte do White Noise Club da British National Front, assemelhando-se as bandas de skinheads racistas na Inglaterra.

Em 1985Ian Stuart fundou o movimento Blood & Honour (Sangue e Honra), que expandiu de forma organizada os pensamentos do White Power (poder branco) da Ku Klux Klan. Mas nada mais há do que as bandas de skinheads que aí são representadas. O grupo satânico KISS (King in Satan’s Service), que se declara abertamente a favor do satanismo e escrevia os dois “s” de KISS em caracteres rúnicos até aquele que lhe defendia, está em contacto directo com a Church of Satan de Anton La Vey, a mais importante igreja satânica oficial do mundo. Essa Church of Satan, urdiu, no passado, estreitas relações com muitos grupos de roda satânicos ingleses e americanos. Foi ela, por exemplo, que promoveu o grupo britânico Black Sabbath com o cantor Ozzy Osbourne. Os Rolling Stones tinham também uma ligação estreita com a Church of Satan.

Michael Aquino, chefe neonazi e satanista, é o dirigente da seita de Satã Temple of Seth, originada da Church of Satan. Nos anos 60 e 70, ele era oficial de conduta de Guerra psicológica das forças armadas dos Estados Unidos e, ao mesmo tempo, autor, filósofo e historiador da Church of Satan. Em 1981, o tenente-coronel Aquino, em completo segredo, assumiu a função de conselheiro europeu do estado-maior general americano. Esse mesmo Aquino fez uma cerimónia satânica no “castelo Wewelsburg” na Alemanha, onde o chefe dos SS Heinrich Himmler havia antes consagrado uma peça para as missas negras (Walhalla).

Para exercer as suas funções actuais de satanista e de extremista de direita no seio das forças armadas dos Estados UnidosAquino teve que formar um novo grupo com um controle mais sereno que ia mais longe do que a Church of Satan: o Templo de SethAquino agregou também os abusos sexuais e satânicos praticados em crianças; o neonazi Gary Rex Lauck e o sacerdote satânico da extrema direita Anton Szandor Lavey estão estreitamente ligados com Dennis Mahon, actualmente “grande dragão dos cavaleiros da Ku Klux Klan”, assim como o falecido Michael Kühnen (todos homossexuais). Por intermédio de Aquino, todos estão em relação com o Tavistock Institut de conduta de Guerra psicológica, em Sussex, na Inglaterra.

Montagu Norman, dirigente do banco central britânico de 1920 a 1944 – que favoreceu a ascensão de Hjalmar Schacht e, portanto, de Hitler – era, a seu dizer, o melhor amigo de HitlerNorman era, também um místico selvagem, um teósofo e sofria frequentemente de depressões psicóticas. No fim da guerra, ele reformou-se do Banco da Inglaterra e trabalhou para a “União Mundial contra as Doenças Mentais”. Nomeou o comandante John Rawlings Rees como presidente dessa entidade.

A esposa de Norman era uma fanática racista e fazia parte do British Health Board. O comandante Rees, chefe do departamento para a Guerra psicológica no Exército Britânico, dirigia o Tavistock Institut na Inglaterra. Foi devido a tais preconizadores, entre outros, que o pesadelo da doutrina das raças promulgada pelos Nazis e a sua concepção do mundo puderam sobreviver no Ocidente. Muitos chefes sérvios que comandam hoje na Bósnia-Herzegóvnia as depurações étnicas e as violações colectivas têm uma formação psiquiátrica que receberam, entre outros, no Instituto Tavistock na Inglaterra.

Fonte: Livro «As Sociedades Secretas e o seu Poder no Século XX» de Jan Van Helsig

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